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Mistura de futebol e rúgbi com armas de choque quer ser ‘esporte do futuro’

Bangcoc, 5 mar (EFE).- Uma modalidade que mistura regras do futebol com as de handebol e rúgbi, e cujos jogadores usam pistolas que emitem choques elétricos de até 300 mil volts tenta ganhar adeptos em todo o mundo e se tornar o ‘esporte do futuro’, como esperam seus organizadores.

Criado nos Estados Unidos, o Ultimate Tazer Ball (UTB) viajou à Tailândia para tentar abrir portas no mercado asiático, e o grande chamariz da visita foi a disputa de uma partida.

Neste esporte, dois times de quatro jogadores se enfrentam em um campo de 30 metros de comprimento e que conta com duas traves do mesmo tamanho das usadas no futsal. A bola é bem maior que a de futebol – possui 60 centímetros de diâmetro.

Até aí, o jogo poderia não despertar tanta repercussão, não fosse pelo fato de cada participante entrar em quadra com uma arma taser (que dá um choque elétrico) para impedir ataques do time adversário.

‘A pior parte do jogo é saber que vão te dar um choque. O taser é terrível’, afirmou à Agência Efe Brian Weltz, da equipe Los Angeles Nightlight.

O UTB é definido por seus criadores – três empresários americanos com negócios em esportes radicais – como o ‘esporte do futuro’.

‘Queríamos criar um esporte de contato total unido ao risco de receber choques que fosse divertido de se ver e jogar. Os jogadores sabem onde estão, conhecem os elementos perigosos durante as partidas, mas isso a deixa mais emocionante’, disse Eric Prumm, um dos idealizadores.

No fim dos duelos, que são divididos em três tempos de sete minutos, invariavelmente os jogadores não escondem o grande desgaste físico fortes queimaduras provocadas pelas descargas elétricas.

‘É preciso ser um cara durão, mas também há que ter um lado estúpido para disputar este esporte’ reconheceu Thomas Taylor, capitão da equipe californiana.

‘É necessário ter uma grande capacidade mental para evitar que seu corpo sucumba à adrenalina’, disse Taylor no banco, apoiado em uma cesta de lixo utilizada para vômitos.

O zumbido das pistolas taser é constante durante os jogos, de velocidade frenética e cheios de luzes de neon e cores chamativas.

‘Na primeira vez que me deram um choque, estava correndo. Senti uma cãibra em minha perna e caí no chão. Não sabia o que estava acontecendo’, afirmou Jerry Desvarieaux, jogador do Philadelphia Killawatts.

‘Gosto de todos os esportes radicais. No momento que vi o UTB, sabia que seria divertido jogar pela quantidade de adrenalina e emoção’, declarou Damian Ryan, que era jogador profissional de Paintball.

A próxima parada da turnê internacional do UTB vai acontecer em abril na cidade de Los Angeles. Outra apresentação deve ser marcada em breve para uma cidade do México.

‘Estamos focados em encontrar lugares onde seja possível exibir este novo esporte, buscar um patrocinador ou uma rede de televisão. Acreditamos que as pessoas estão interessadas no UTB, por isso temos que explorar todas as opções e mostrar que levamos isso a sério’, indicou Prumm.

Atualmente há uma pequena competição com quatro franquias registradas – Los Angeles Nightlight, Philadelphia Killawatts, Toronto Terror e San Diego Spartans -, mas os criadores do jogo garantem ter recebido várias propostas para a criação de novas equipes. EFE