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Ministério Público acusa Andrés Sanchez de crime fiscal

Impostos não recolhidos pelo Corinthians estão ligados a pagamentos – de funcionários, trabalhadores terceirizados e empresas prestadoras de serviços. Dívida chega a R$ 94,25 milhões

Andrés Sanchez terá de responder por crime fiscal cometido durante o período em que esteve à frente do Corinthians. A denúncia do Ministério Público Federal, que também inclui a ação ilegal de outros três dirigentes do clube, foi aceita pela Justiça Federal no dia 11 de julho. No total, o valor do débito, atualizado, é de 94,25 milhões de reais. O ex-presidente do Corinthians e candidato a deputado federal pelo PT confirmou, por meio de sua assessoria, que o débito existe e disse que qualquer pronunciamento oficial deve ser feito pelo Corinthians.

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Segundo a assessoria da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo, o débito já foi negociado e parcelado. O Corinthians, inclusive, já fez alguns pagamentos. Mesmo assim, os envolvidos – neste caso, o corpo diretivo do clube – vão responder penalmente pelas acusações.

Roberto de Andrade, André Luiz de Oliveira e Raul Corrêa da Silva, além de Andrés, também foram denunciados. Os envolvidos podem ser condenados até dois anos de detenção, além do pagamento de multa. A denúncia do MPF, por sua vez, é de 7 de março deste ano e diz respeito a “crime de apropriação indébita previdenciária”. Os dirigentes retiveram o valor por intermédio do Corinthians.

A ação deles, segundo o MPF, foi consciente e voluntária. Os impostos não recolhidos estão ligados a diversos pagamentos do clube – de funcionários, trabalhadores terceirizados e empresas prestadoras de serviços. Ainda de acordo com o documento do MPF, a falta de pagamento dos tributos incluída nos autos se refere ao período posterior ao dia 12 de julho de 2010. Os supostos crimes cometidos anteriormente prescreveram após quatro anos (10 milhões de reais deixaram de ser recolhidos pela Receita Federal). O documento cita irregularidades até dezembro de 2010.

A decisão da Justiça Federal em aceitar a denúncia do MPF é do juiz Joaldo Karolmenig de Lima Cavalcanti, da 10ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O processo foi redistribuído e encontra-se na 1.ª Vara. De acordo com a assessoria do órgão, o juiz Alessandro Diaferia está à frente do processo após a mudança. Nesta quarta-feira, os documentos da Justiça Federal entraram em sigilo.

Entre os acusados, somente Raul Corrêa da Silva ainda ocupa um cargo no clube (de diretor financeiro). André Luiz de Oliveira é ex-diretor administrativo, Roberto de Andrade é ex-diretor de futebol e ex-vice-presidente – o dirigente é também pré-candidato à presidência do clube. Andrés Sanchez deixou a presidência do Corinthians no dia 16 de dezembro de 2011 – ficou no cargo por 50 meses, desde 9 de outubro de 2007.

(Com Estadão Conteúdo)