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Mineirinho fatura segundo título consecutivo do Mundial de Surfe ao Brasil

Com ajuda de Medina, que venceu Fanning nas semifinais, Mineirinho consegue aos 28 anos seu primeiro título na carreira e coroa a conquista vencendo também a etapa de Pipeline

Por Da Redação 17 dez 2015, 18h44

Pelo segundo ano consecutivo deu Brasil no posto mais alto do pódio do surfe. Adriano de Souza, o Mineirinho, consagrou-se nesta quinta-feira campeão do Circuito Mundial de Surfe de 2015, em Pipeline, no Havaí. O título foi confirmado logo após a vitória sobre o havaiano Mason Ho nas semifinais, mas Mineirinho coroou a conquista vencendo também a final da etapa, em um duelo brasileiro contra Gabriel Medina.

Medina, aliás, deu uma ajuda importante para o compatriota. Já sem chances de faturar o campeonato, ele eliminou o australiano Mick Fanning com uma manobra incrível em uma das semifinais – o resultado deixou o caminho aberto para Mineirinho trazer seu primeiro título mundial na carreira, aos 28 anos de idade.

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Os 30 minutos de bateria semifinal que deu o campeonato para o brasileiro foram longos e emocionantes. As condições do mar não estavam favoráveis: ondas baixas e os tubos cada vez mais estreitos. Mas Mineirinho superou qualquer adversidade e enfrentou o surfista da casa, Mason Ho, de 26 anos, de forma acirrada. O brasileiro liderou os primeiros minutos, com notas baixas, assim como o rival. No final, deu tudo certo. Mineirinho ganhou por 6,83 contra 3,83 do havaiano.

Mineirinho fez por merecer uma temporada avassaladora da melhor geração brasileira no surfe de todos os tempos. Ele venceu a etapa de Margaret River, na Austrália, contra o havaiano John John Florence. O surfista natural de Guarujá, no litoral paulista, ainda teve outros dois bons resultados que lhe garantiram o top 3 até a o final da competição, os segundos lugares contra Mick Fanning em Bells Beach, na Austrália, e em Trestles, na Califórnia.

Brazilian Storm – No ano passado, com o título de Medina, o primeiro de um surfista nacional, a vencedora geração brasileira ganhou o apelido de Brazilian Storm (Tempestade Brasileira). Com a conquista de Mineirinho nesta quinta-feira, a alcunha parece ganhar mais força.

Desde o começo do Mundial de Surfe, os brasileiros disputaram os melhores lugares do torneio com outros surfistas experientes e cotados como os melhores do mundo. Até a última etapa em Pipeline, Filipe Toledo, Gabriel Medina e Mineirinho estavam entre os postulantes ao título. Toledo, vencedor de três etapas nesse Mundial, caiu na terceira fase em Pipeline. Gabriel Medina, que triunfou em uma etapa, chegou até a final no Havaí, mas antes já havia perdido as chances de título com os triunfos de Fanning e Mineirinho nas quartas de final.

(Da redação)

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