Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Michel Platini se defende: ‘Catar foi a opção correta’

Presidente da Uefa negou que tenha sido subornado por Bin Hammam

O presidente da Uefa, Michel Platini, se mostrou favorável à realização de uma nova eleição para sede da Copa de 2022, caso sejam comprovadas irregularidades na escolha do Catar. As declarações de Platini ao jornal esportivo L’Equipe foram dadas na última quarta-feira, dois dias depois de o ex-jogador francês ter seu nome envolvido em acusações de suborno durante o pleito. Platini negou que tenha recebido dinheiro de Mohammed Bin Hammam, ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol e um dos principais agentes do futebol do Catar, em troca de apoio à candidatura do emirado. O ex-jagador, no entanto, disse não se arrepender de ter votado no Catar como sede do Mundial.

Leia também:

Ricardo Teixeira é investigado por apoio à Copa no Catar

Blatter admite: Copa no verão do Catar foi ‘um erro’

Fifa manterá Catar-2022 – o pior erro na história das Copas

Fifa teme que erros do Brasil prejudiquem próximas Copas

“Foi a opção correta para a Fifa e para o mundo do futebol”, declarou o presidente da Uefa, em entrevista ao jornal francês, antes de fazer uma ressalva importante. “Mas se há casos de corrupção comprovados, será necessário que haja sanções e que se faça uma nova votação”, completou.

Um fiscal da Fifa deve encerrar na próxima semana sua investigação sobre a eleição ocorrida em 2010, que escolheu o Catar como sede da Copa em 2022, além da Rússia para o torneio de 2018. De acordo com denúncia do jornal britânico The Sunday Times, um suborno foi pago a dirigentes de diversas federações ao redor do mundo para que votassem no país asiático.

Ainda de acordo com o jornal, Mohammed Bin Hammam seria o líder deste esquema. Ele teria pago pelo menos 5 milhões de dólares (aproximadamente 11,2 milhões) pelos votos. O nome de Platini passou a ser envolvido nas investigações a partir da última segunda-feira, quando outro jornal britânico, o The Daily Telegraph, afirmou que o dirigente teria participado de “reuniões secretas” com Bin Hammam e o então presidente francês Nicolas Sarkozy, pouco antes da eleição de 2010.

Platini admitiu ter se encontrado diversas vezes com Bin Hammam, mas lembrou que na época ambos eram colegas do Comitê Executivo da Fifa. Ao L’Equipe, o ex-jogador falou novamente sobre o assunto e garantiu que “algo ou alguém” está tentando manchar sua imagem para atrapalhar uma possível candidatura à presidência da Fifa. “Sou transparente, disse em quem votei (Catar) e recebo acusações de corrupto. Basta de bobagens. Há muitos interesses em jogo, para os que estão na Fifa, para os que têm vontade de entrar e para os que esperam chegar algum dia”, declarou.

Na última quarta-feira, o jornal Estado de S. Paulo noticiou que a Uefa estaria organizando um protesto contra a reeleição de Joseph Blatter à presidência da Fifa. Liderada por Platini, a manifestação deve ser realizada no Congresso da Fifa, em São Paulo, no próximo dia 10.

(Com agências Estadão Conteúdo e AFP)