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Michael, do Fluminense, é flagrado com cocaína em antidoping

Michael, atacante de 20 anos, admitiu ser usuário da droga; na semana passada, Deco foi pego com diurético

Uma semana depois de o meia Deco ter sido flagrado em um exame antidoping, o Fluminense teve outro jogador com resultado positivo anunciado: o atacante Michael, que foi pego com cocaína no exame após a vitória por 2 a 0 sobre o Resende, no dia 6 de abril, pelo Campeonato Carioca. Revelado nas categorias de base, o jogador de 20 anos ganhou espaço neste ano por causa da contusão do atacante Fred e dos jogos em que o time entrou com reservas no Estadual, por causa da disputa da Libertadores, e já marcou quatro gols em seis partidas – três deles no mesmo jogo, a vitória por 3 a 1 sobre o Macaé. Michael confessou o uso da droga à diretoria do clube, que abriu mão do exame de contraprova.

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“Essa é uma realidade de nosso país, uma questão sociocultural que precisamos enfrentar. Chamamos o atleta, que acabou confirmando o uso e, portanto, em conjunto com todos os departamentos do clube, optou-se por não fazer a contraprova, mas o encaminhamento ao departamento médico e jurídico. O atleta tem dois anos no clube, vem de classe socioeconômica baixa. Talvez isso seja por sair do anonimato para essa condição, mas não quero me aprofundar neste assunto, não é minha formação. Seria achismo. Ele confirmou, lamentou e todos nós estamos sofrendo. E certamente ele ainda mais. Foi convocado para a seleção na última semana. Por isso não abriremos mão dele”, disse o diretor-executivo do clube, Rodrigo Caetano. “Em momento nenhum ele negou. Óbvio que está assustado. Talvez não tenha noção do que é o uso dessa droga. O que me deixa esperançoso é que ele disse que fará qualquer coisa para jogar novamente”, completou o vice-presidente de futebol, Sandro Lima.

Michael se junta a um longo histórico de atletas que já tiveram problema com drogas recreativas. O caso de Deco é diferente: ele foi flagrado com furosemida, um diurético que, além de eliminar líquidos, e assim ajudar a emagrecer, pode ocultar o uso de outras substâncias ilegais, como anabolizantes. O jogador culpa a farmácia de manipulação de contaminar o suplemento alimentar que ele consome. Foi a mesma justificativa dada pelos nadadores Cesar Cielo, Henrique Barbosa e Nicholas dos Santos quando flagrados com a mesma substância, em 2011, e que foi aceita pelos dirigentes, já que todos escaparam sem punição.

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(Com agência Gazeta Press)