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Messi se defende e diz que palavrões foram jogados ‘ao ar’

Em carta direcionada à Fifa, craque argentino também citou seu histórico de poucos casos de indisciplina para tentar reverter a suspensão de quatro jogos

Por Da redação - 30 Mar 2017, 10h26

Lionel Messi se defendeu da suspensão de quatro jogos imposta pela Fifa em uma carta enviada ao Comitê Disciplinar da entidade, na qual afirma que não xingou um dos assistentes brasileiros na partida entre Argentina e Chile, pelas Eliminatórias para a Copa de 2018, mas que lançou palavrões “ao ar”. O craque do Barcelona pediu desculpas ao bandeira brasileiro Emerson Augusto de Carvalho pelo ocorrido.

Messi retornou na noite de quarta-feira a Barcelona e não quis falar com a imprensa, mas enviou sua apelação à Fifa. Ele já cumpriu um jogo de suspensão, na derrota para a Bolívia, em La Paz, e pretende ter a pena minimizada. Messi citou o fato de o árbitro Sandro Meira Ricci não ter relatado as ofensas na súmula depois da partida.

“Os vídeos estão editados e não podem comprovar sua veracidade, não mostram em nenhum momento que tenha existido uma ofensa da minha parte ao assistente 1, nem uma conduta lesiva do código disciplinar da Fifa. Algumas das minhas palavras ditas jamais foram dirigidas a sua pessoa, mas foram jogadas ao ar, e obviamente peço desculpas por isso”, afirmou Messi em um dos trechos da carta.

Segundo o diário argentino Olé, o brasileiro Wilson Luiz Seneme, que hoje é presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol, pediu para que a arbitragem da partida fizesse um adendo à súmula e enviasse uma reclamação à Fifa. As imagens de Messi ofendendo o bandeira brasileiro e depois deixando de cumprimentá-lo ao fim da partida repercutiram em todo o mundo.

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O astro argentino ressaltou seu histórico de poucos casos de indisciplina em outro trecho da carta. “Minha postura é apoiada pelo meu legado de conduta, ao longo da minha carreira, que é irrepreensível, não tendo praticamente expulsões em todo o tempo como jogador de futebol profissional, tanto pelo meu clube, como em minha seleção. Em qualquer caso, nunca por ofensas como as descritas neste expediente.”

Personalidades como Diego Maradona e o uruguaio Luis Suárez também saíram em defesa de Messi publicamente e consideraram a punição exagerada.

(com agência EFE)

 

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