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Messi recusa prêmio de melhor da Copa América após nova decepção

Craque do Barcelona segue sem conquistar um título pela seleção principal de seu país. Imprensa argentina voltou a atacá-lo após terceira derrota em finais

Por Da Redação 6 jul 2015, 10h50

Reconhecido como um dos maiores craques da história do futebol por seus feitos com o Barcelona, Lionel Messi viveu mais uma frustração com a camisa da seleção argentina. Neste sábado, o capitão da equipe não brilhou na decisão da Copa América, vencida pelo anfitrião Chile nos pênaltis. Sem nenhum título pela seleção principal e com três derrotas em finais (duas Copas América e uma Copa do Mundo), Messi voltou a ser criticado em seu país por não repetir as atuações decisivas do futebol europeu jogando pela Argentina. Sua decepção foi tão grande que Lionel Messi abriu mão do prêmio de melhor jogador da competição que receberia em cerimônia logo após a partida.

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A organização da Copa América entregou os troféus de melhor goleiro e artilheiro aos chilenos Claudio Bravo e Eduardo Vargas, respectivamente, e de “Jogo Limpo” à seleção peruana. Em seguida, deveria ser entregue o prêmio dedicado ao melhor jogador do torneio, mas, segundo informações da emissora BeIn Sports e do jornal espanhol El País, Messi não quis passar pelo constrangimento de receber mais um troféu individual após um vice-campeonato – também foi eleito o melhor da Copa do Mundo de 2014, em decisão contestada até mesmo por Diego Maradona e por Joseph Blatter, presidente da Fifa. A organização chilena, então, retirou o troféu do palco, sem anunciar um vencedor.

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Messi não conseguiu chutar uma bola sequer no gol chileno na decisão. Muito bem marcado (por vezes, com violência), o astro do Barcelona deu uma única grande arrancada, em jogada que terminou com Gonzalo Higuain desperdiçando um gol no último minuto do tempo normal. O jornal esportivo Olé dedicou um editorial bastante crítico à atuação de Messi e tratou como “ultrajante” a forma como o craque “caminhou em campo”. A publicação disse que Messi “não representa os argentinos nos momentos mais importantes” e defendeu que a faixa de capitão deveria ser devolvida ao volante Javier Mascherano.

Mascherano, inclusive, disse não entender a sequência de frustrações da equipe argentina. “Não consigo encontrar explicações, joguei três finais de Copa América e perdi as três. Perder é uma tortura, uma tristeza muito grande. Parece ser um karma que temos que viver”, desabafou o ex-jogador do Corinthians, vice-campeão em 2004, 2007 e 2015. Mascherano ainda dividiu sua tristeza com seu companheiro de Barcelona. “Messi está destruído, é uma tortura que todos carregamos”.

O atacante Ezequiel Lavezzi também falou sobre o estado de Messi após a final. “Leo é quem mais sente. É o melhor do mundo e se autopressiona”. Para piorar, Messi soube depois que seus familiares foram hostilizados por torcedores chilenos no Estádio Nacional de Santiago – segundo a imprensa argentina, um de seus irmãos foi agredido com um soco e seus pais tiveram que ser encaminhados a uma área VIP. A Argentina não conquista um título com a seleção adulta desde a Copa América de 1993. Messi, no entanto, conquistou a Olimpíada de Pequim, em 2008, e o Mundial sub-20 de 2005 por seu país.

O alemão Neuer cumprimenta Lionel Messi
O alemão Neuer cumprimenta Lionel Messi VEJA

(da redação)

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