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‘Messi é o único gênio que não é igual dentro e fora do campo’, diz escritor

Ginés Muñoz.

Barcelona, 1 dez (EFE).- Atraído pelo ‘interessante paradoxo’ do jogador do Barcelona Lionel Messi, ‘o único gênio que não se parece dentro e fora do campo’, o jornalista e escritor Leonardo Faccio escreveu ‘Messi, El chico que siempre llegaba tarde’ (‘Messi, O menino que sempre chegava atrasado’, em tradução livre), livro publicado pela editora Debate.

‘O peito estufado de Maradona, a elegância de Zidane, o sorriso de Ronaldinho Gaúcho, a soberba de Cristiano Ronaldo…todos são a mesma pessoa dentro e fora dos gramados’, disse Faccio em entrevista concedida à Agência Efe.

‘Por outro lado, Messi, esse jogador elétrico que vemos todos pela televisão, se desliga da tomada fora de campo. Um menino aparentemente simples, mas que é uma pessoa complexa’, descreveu.

Leonardo Faccio, jornalista argentino que mora em Barcelona há quase dez anos, tentou se aproximar de Messi por incumbência de sua editora.

Leonardo conseguiu apenas uma entrevista de 15 minutos com o craque em 2008. O suficiente para saber que ‘suas palavras limitam mais do que explicam’ e, portanto, optou por se aproximar dele através de ‘mais de cem’ personagens de seu entorno.

‘Às vezes nos esquecemos que Leo é muito novo’, declarou Faccio, salientando que o craque do Barcelona passa o dia dormindo e que ‘permanece boa parte de seu tempo conectado através de um BlackBerry’, telefone que utiliza para se comunicar com seu círculo mais íntimo de amigos, revelou o escritor.

O livro mostra o jogador como uma pessoa extremamente tímida, que foge da mídia e que odeia se ver jogando. ‘De fato, não gosta de ver o jogo. Só gosta de jogar’, comentou o autor.

‘Cada derrota é como o fim do mundo’, contou Faccio, que lembrou que com seleção argentina a carga emotiva quando ocorre um fracasso é diferente da que sente no Barça.

‘No Barcelona existem pessoas que podem consolá-lo. Na Argentina mais que o choro, existe frustração e impotência. Ali querem que ele tenha um papel que ele jamais assumiu. O de protagonista, de carregar a equipe nas costas’, concluiu. EFE