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Mesmo com ponto fraco, Verdão tem sua melhor defesa nos pontos corridos

Os gols sofridos em bolas aéreas já tiraram a paciência do técnico Luiz Felipe Scolari e até dos jogadores do Palmeiras. O lance é repetido exaustivamente nos treinos, mas segue como o ponto fraco do Verdão em campo. Apesar das bobeiras atrás, o time apresenta a defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro e ostenta a melhor média palmeirense na era dos pontos corridos (0,9 por jogo).

Em 22 partidas disputadas até agora, o Palmeiras sofreu 20 gols no Nacional (mesmo número do Botafogo, que tem um duelo a menos). Como em 2003 disputou a Série B, a história do Verdão nos pontos corridos começou em 2004, quando encerrou o campeonato com média de 1,02 (foram 47 gols sofridos em 46 jogos). Em seguida, os números do Palmeiras foram piores: 1,54 (em 2005), 1,84 (2006), 1,23 (2007), 1,18 (2008), 1,18 (2009) e 1,13 (2010).

Apesar do bom índice defensivo desta temporada, o Verdão ainda não conseguiu neutralizar as bolas aéreas nas redondezas da meta defendida por Marcos. Dos 20 tentos sofridos pelo clube no Brasileirão, seis saíram em cobranças de escanteio. Diante do Atlético-PR, inclusive, Guerrón aproveitou livre uma cobrança para cabecear para as redes, depois de Marcos Assunção desviar na primeira trave de cabeça.

‘Meu posicionamento foi normal, nós treinamos tudo aquilo, é normal que eu salte e a bola raspe. Se eu não saltar, sempre vai antecipar um jogador deles. Antes disso, eu tenho que tentar. Infelizmente, a bola raspou, mas tivemos também um erro na marcação. Independentemente de eu ter tocado ou não, o cara estava lá sozinho’, lamentou Assunção, que é justamente uma das armas do Verdão para marcar gols em bolas alçadas na área dos adversários.

Além das seis vezes em que foi vazado em escanteio, o Verdão também não conseguiu impedir outros quatro que aconteceram em cruzamentos aéreos (sem contar o gol contra de Márcio Araújo diante do Internacional, originado em bola alçada). O técnico Luiz Felipe Scolari, porém, descarta alterar o sistema tático da equipe.

‘Não é questão de colocar três zagueiros, mas sim a colocação nas bolas paradas. Eu, como comandante da equipe, tenho de exigir e tentar solucionar os problemas com minha equipe’, afirmou o técnico, observando também a dificuldade dos rivais. ‘É um problema difícil para os outros times também’, avaliou.