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Megaoperação suíça investiga Beckenbauer por corrupção

Ídolo do futebol alemão e mais três ex-dirigentes da federação local são acusados de crimes durante a campanha do país para sediar a Copa de 2006

Por da redação
Atualizado em 1 set 2016, 14h43 - Publicado em 1 set 2016, 14h43

O Ministério Público da Suíça revelou nesta quinta-feira que abriu investigação penal contra quatro dirigentes, incluindo o ex-jogador e técnico da seleção alemã Franz Beckenbauer, por suspeita de corrupção na Federação de Futebol da Alemanha (DFB, na sigla em alemão).  O Ministério Público disse estar à frente do procedimento porque ao menos uma parte dos supostos crimes teria ocorrido na Suíça.

Além do ídolo do futebol alemão, o órgão também avalia ações de Theo Zwanziger e Wolfgang Niersbach, ex-presidentes da federação – o primeiro entre 2006 e 2012 e o segundo entre 2012 e 2015. Os três integraram o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2006, o alvo das investigações.

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O quarto investigado pelo Ministério Público suíço é Horst Rudolf Schmidt, que foi tesoureiro da DFB entre 2007 e 2013, além de vice-presidente do órgão que esteve a frente da viabiliação do Mundial disputado há dez anos.  A eleição para sede foi vencida pelos alemães por apenas um voto de vantagem sobre a África do Sul.

No ano passado, a imprensa alemã revelou como um caixa 2 foi criado pelo Comitê de Candidatura com dinheiro da fornecedora de material esportivo Adidas para distribuir dinheiro aos executivos da Fifa que votariam pela sede do Mundial.

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Agora, o MP suíço confirmou que vem investigando o caso desde o dia 6 de novembro de 2015 e que, nesta quinta-feira, realizou operações em oito diferentes locais para a apreensão de documentos, computadores e para o questionamento de “diversos” suspeitos de fraude, gestão desleal, lavagem de dinheiro e abuso de poder.

No centro da investigação está o financiamento de um “evento de gala”, no valor de 7 milhões de euros, que, em seguida, foi reduzido para o montante de 6,7 milhões de euros. “A suspeita é de que o acusados sabiam que o valor não deveria servir para o financiamento do evento, mas para o pagamento de uma dívida que não havia sido contraída pela Federação Alemã de Futebol”, apontou o Ministério Público, em comunicado.

Além disso, os investigadores apontam que os quatro suspeitos agiram “com muita astúcia”, ao induzirem ao erro outros membros do Comitê Organizador, com informações falsas e omitindo elementos para tomada de decisões contra interesses econômicos do órgão.

(com agência EFE e Estadão Conteúdo)

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