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Medina fica sem medalha no surfe — e Yasmin Brunet protesta nas redes

Proibida de ir a Tóquio, noiva do surfista disse que juízes favoreceram atleta japonês; Ítalo Ferreira avançou na outra chave e disputará a medalha de ouro

Por Da Redação Atualizado em 27 jul 2021, 05h14 - Publicado em 27 jul 2021, 00h24

Terminou em frustração e revolta o sonho de conquistar uma medalha olímpica de Gabriel Medina. Com direito a drama nos minutos finais, o brasileiro não conseguiu foi eliminado na semifinal do surfe dos Jogos de Tóquio pelo japonês Kanoa Igarashi no agitado mar de Tsurigasaki, a cerca de 60 quilômetros da capital. Horas depois, foi derrotado também na disputa pela medalha de bronze pelo australiano Owen Wright.

Sua esposa Yasmin Brunet, que foi impedida de acompanhá-lo no Japão, sofreu em casa, “transmitindo” a semifinal e suas reações em uma live no Instagram para mais de 60.000 seguidores. No fim, ela considerou que os árbitros “roubaram” a favor do surfista da casa. Na disputa pelo bronze, Yasmin foi impedida pela própria rede social de realizar uma nova live, por violar os direitos de transmissão dos Jogos.

O calendário da modalidade estreante foi antecipado devido à aproximação de um tufão na costa japonesa. Campeão mundial em 2014 e 2018 e maior símbolo da chamada “Brazilian Storm (Tempestade Brasileira), Gabriel Medina foi bem nas ondas mais altas que em dias anteriores. Na semifinal, ele somou três notas acima de 8 no início da disputa e parecia que chegaria a uma vitória tranquila. No entanto, Kanoa Igarashi conseguiu uma manobra nota 9.33, uma pontuação altíssima que dividiu opiniões nas redes sociais, e conseguiu virar por 17 a 16.76.

Medina ainda tentou reagir nos minutos finais, sob desesperados gritos de apoio de Yasmin vindos no Brasil, mas viu o sonho do ouro na modalidade estreante ruir. Na decisão do bronze, novamente perdeu por uma margem pequena: 11.97 a 11.77. Decepcionado, Medina evitou se exceder nas reclamações contra os jurados. “Infelizmente não deu. Agora é voltar para casa e descansar. É triste quando isso acontece, é difícil passar o ano treinando, se esforçando, mas a minha parte eu fiz. Tem coisas que não dá para entender, mas tinha de ser assim.”

  • Decepção no Instagram

    Yasmin Brunet repetiu o que já havia feito na madrugada anterior e “transmitiu” a semifinal e suas reações para seus seguidores no Instagram. No início, a modelo e atriz, que tentou ir a Tóquio na condição de treinadora de Medina, mas teve sua credencial barrada pelo Comitê Olímpico BrasIleiro (COB), estava bastante animada, aos gritos de “vai, lindo” e piadas com o público, que chegou a ultrapassar a marca de 60.000.

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    No entanto, após a manobra que daria a vitória ao japonês, Yasmin começou a sair do sério. Primeiro, voltou sua frustração ao narrador oficial: “Cala a boca, cara chato”.  Decretada a vitória, esbravejou contra os jurados, que, segundo ela, favoreceram o atleta da casa. “O surfe é subjetivo, dá para roubar fácil”. Ela chegou a dizer que “se eu estivesse lá, não deixava roubarem” e, em seguida, pediu desculpas aos seguidores e encerrou a transmissão “para acabar não falando mais besteiras”.

    Ela, no entanto, voltou às redes sociais para externar novamente sua rixa com a confederação e cobrar explicações. “Queria pedir para vocês irem no Instagram do COB, da CBSurfe, do Time Brasil e pergunta para eles porque eles vão deixar um atleta deles ser completamente roubados? É assim que eles defendem os atletas? Agora vocês vão começar a entender o que eu estava falando desde o início.” Depois, na disputa do bronze, completou sua noite amarga ao ser proibida pelo próprio Instagram de realizar a live, na qual filmava a TV, o que configuraria uma transmissão “pirata”.

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