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Médicos do futebol discutem melhorias com árbitros e controle antidoping

Em busca de aprimorar cada vez mais os cuidados com a saúde do jogador brasileiro, membros da Comissão Nacional de Médicos do Futebol se reuniram nesta sexta-feira com integrantes das comissões de Controle de Dopagem e Arbitragem. O intuito era discutir algumas questões referentes a situações de jogo e exames antidoping.

‘São assuntos que estão integrados. Debater questões médicas referentes ao esporte é necessário para manter sempre o cuidado com a saúde dos atletas’, disse José Luiz Runco, chefe do departamento médico da Seleção Brasileira e responsável pela Comissão Nacional de Médicos do Futebol.

A primeira reunião aconteceu pela manhã e foi com a Comissão Nacional de Controle de Dopagem. Os temas abordados foram sobre as substâncias que são proibidas no futebol, como que elas aparecem nos exames e quais são as medidas tomadas quando um jogador é flagrado. No caso, a Comissão apenas constata que há uma irregularidade, daí em diante quem toma as decisões é a justiça esportiva.

‘Hoje no futebol brasileiro temos um nível baixíssimo de casos de doping. No entanto, esse intercâmbio é importante para estarmos sempre evoluindo nesse tema’, explicou Runco.

Já na parte da tarde foi a vez de se reunir com a Comissão de Arbitragem. Foram discutidas maneiras de acelerar a entrada do médico em campo quando houver necessidade de atendimento a um jogador. Além disso, cuidados com a saúde dos próprios árbitros também foi um tema conversado.

‘Uma hipótese que foi levantada é a de o quarto árbitro poder auxiliar o juiz da partida nesse ponto. Seja com uma comunicação entre eles na hora de um incidente ou até mesmo que ele tenha autonomia para liberar a entrada do médico em campo’, contou Runco.

Além de José Luiz Runco, os médicos Serafim Borges e Rodrigo Lasmar, também da Seleção Brasileira e Edilson Thiele, da Sub-20 estiveram presentes no encontro que contou com mais de 20 participantes.

O secretário-geral da CBF, Marco Antonio Teixeira, Sérgio Correa, presidente da Comissão de Arbitragem, e Tanus Nagem, presidente da Comissão Nacional de Controle de Dopagem, também participaram do evento.

‘Demos um passo interessante para cada vez mais mostrar a importância da presença do médico no futebol’, finalizou Runco.