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Medalha de Mundial vira amuleto para Diego Hypolito

Por Amanda Romanelli

Londres – Há quatro anos, Diego Hypolito tinha acabado de ser campeão mundial e era nome certo no pódio olímpico de Pequim. Mas a chance de o Brasil ter seu primeiro ouro na modalidade se esvaiu em uma queda na finalização da série do ginasta, que ficou apenas em 6º lugar.

O ciclo que levou Diego à China havia sido perfeito. No período que se encerra agora, tudo foi mais difícil, admite o ginasta. Passou por cirurgias em todos os anos, com exceção de 2010. Agora, está treinando há apenas um mês, depois de um problema no pé esquerdo e uma artroscopia no joelho direito no meio de março.

Apesar de todos os problemas, Diego chega à sua segunda Olimpíada. Não é cotado como um dos favoritos (embora tenha sido medalha de bronze no Mundial do Japão, ano passado), mas diz que não desistiu do sonho de subir ao pódio. Por isso, trouxe um objeto que lhe faz lembrar de um momento muito especial: a medalha de ouro que conquistou no Mundial de Melbourne, em 2005, a primeira da ginástica masculina brasileira.

“Trouxe a medalha para me lembrar o que eu passei naquele momento, que é muito similar com o de agora”, disse o ginasta, em entrevista na Vila Olímpica. A medalha virou um amuleto. Diego não quis mostrá-la, mas afirmou que o objeto é companhia constante. “Ela está na bolsa e vai estar andando comigo em todos os lugares.

A medalha em Melbourne foi conquistada após Diego ter uma grave lesão. Em abril de 2005, o ginasta sofreu uma na tíbia da perna direita. Foi operado mas, ansioso, voltou a treinar desobedecendo orientações médicas. O ato de indisciplina agravou a lesão e o ginasta só retornou aos treinos em outubro.

“Daquela vez, eu fui campeão mundial com apenas três semanas de treinamento”, lembra o ginasta. Agora, Diego entra na sua quarta semana seguida de trabalhos. Na próxima quarta-feira, realizará o treino de pódio, um ensaio em que os ginastas apresentam suas séries para os juízes. “O importante é que as coisas estão melhorando na hora certa”, disse, confiante, Diego.