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Maurren iguala Adhemar, mira bi em Londres e fala em Rio-2016

Com o tricampeonato pan-americano, conquistado em Guadalajara nesta quarta-feira, Maurren Maggi igualou o lendário triplista Adhemar Ferreira da Silva. Munida de suas três medalhas de ouro, a atleta do salto distância avisou que o bicampeonato olímpico em Londres-2012 está na mira e chegou a falar em competir no Rio de Janeiro-2016.

‘Eu mostrei que estou bem, que tem muita coisa para acontecer ainda, estou inteira’, afirmou a atleta de 35 anos que, depois de fracassar no Mundial de Daegu, cravou 6,94m no México. ‘Está sendo muito importante terminar o ano assim, com a minha melhor marca. Isso dá confiança para começar 2012 firme e buscar o bi em Londres’, afirmou.

Adhemar conquistou os Pan-Americanos de Buenos Aires-1951, Cidade do México-1955 e Chicago-1959, além dos títulos olímpicos de Helsinque-1952 e Melbourne-1956. Já Maurren faturou os Pans de Winnipeg-1999, Rio de Janeiro-2007 e Guadalajara-2011. Campeã dos Jogos de Pequim-2008, ela pode ser a primeira brasileira a ganhar duas Olimpíadas seguidas.

‘O Adhemar sempre foi e sempre vai ser a minha inspiração’, afirmou Maurren, que conviveu com o ídolo, então patrono da equipe BM&F, entre o final da década de 1990 e o começo dos anos 2000. Neste período, a atleta ganhou dicas e foi incentivada a praticar o salto triplo.

‘Eu já esperava [o título em Guadalajara], porque estava muito bem preparada, foi o salto que me escapou no Mundial. Consegui completar minha etapa do ano maravilhosamente bem’, afirmou, mostrando as medalhas de Winnipeg e do Rio de Janeiro, que estavam guardadas na bolsa de sua treinadora.

Questionada sobre qual é a mais importante, Maurren titubeou. ‘As três têm o mesmo peso, mas talvez seja essa de hoje, porque ganhar o tricampeonato aos 35 anos de idade é para poucas’, afirmou a saltadora, que disse considerar o Pan de Guadalajara mais importante que o Mundial de Daegu.

Mais do que manifestar o desejo de conquistar o bicampeonato olímpico em Londres-2012, Maurren falou em disputar os Jogos Pan-americanos de Toronto-2015 e retornar ao Canadá, país no qual conquistou seu primeiro título do torneio, em Winnipeg-1999. Empolgada, ela chegou a citar o Rio de Janeiro-2016.

‘Não sei quantas mulheres foram tricampeãs pan-americanas, mas tenho muito orgulho de ser e vou até Toronto, vou até o Canadá, porque foi lá que comecei e é lá que vou terminar’, afirmou, antes de emendar, na base da empolgação: ‘vou até o Rio, vou até onde Deus me der asas’.