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Massacre de 1972 é lembrado em cerimônia em Munique

Ministros alemães se juntaram a ex-atletas israelenses no aeroporto onde nove integrantes da delegação do país foram mortos em ataque há exatos 40 anos

As famílias das vítimas queriam que o massacre fosse lembrado na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres. O COI, no entanto, rejeitou a ideia

Sobreviventes do massacre de atletas israelenses na Olimpíada de Munique, em 1972, retornaram ao local da matança, nos arredores da capital bávara, nesta quarta-feira, data que marca os 40 anos da tragédia. Os representantes da delegação olímpica de Israel foram recebidos por integrantes do governo alemão na base aérea de Fürstenfeldbruck. Pouco antes, coroas de flores foram depositadas na antiga Vila Olímpica, onde terroristas palestinos sequestraram os atletas. O esgrimista Dan Alon, um dos atletas israelenses que conseguiram escapar do alojamento, discursou na cerimônia e afirmou que o massacre, o maior desastre da história olímpica, jamais deverá se repetir. Na base aérea, as bandeiras da Alemanha e de Israel foram baixadas a meio mastro, e parentes das vítimas acenderam velas em memória dos esportistas assassinados. Cerca de 500 pessoas participaram da homenagem em Munique.

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O massacre de 1972

Cenas do atentado na Vila Olímpica, em Munique

Em 5 de setembro de 1972, oito terroristas do grupo palestino Setembro Negro invadiram a Vila Olímpica de Munique e ocuparam os apartamentos da delegação israelense. Dois atletas foram assassinados na hora. Outros nove foram mantidos reféns. Os terroristas exigiam a libertação de mais de 200 prisioneiros palestinos por Israel, que rejeitou a troca. Horas depois, os reféns foram levados a Fürstenfeldbruck, onde os alemães prometiam fornecer um avião para a fuga dos palestinos. Era uma armadilha para tentar resgatar os israelenses. A operação foi um fracasso e todos os reféns foram mortos, além de um soldado alemão. Na cerimônia desta quarta-feira, as fotos das vítimas foram expostas na base aérea. Orações judaicas e cristãs foram feitas em tributo aos mortos. O ministro do Interior alemão, Hans-Peter Friedrich, recebeu o vice-premiê de Israel, Silvan Shalom, no início do tributo.

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As famílias das vítimas queriam que o massacre fosse lembrado na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres

Em uma entrevista exclusiva publicada por VEJA no mês passado