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Mario Yamasaki: o terceiro brasileiro na luta principal do UFC 126

Com mais de 80 lutas no UFC, Mario foi escolhido para ser o árbitro do duelo entre Anderson Silva e Vitor Belfort

Considerado um dos melhores árbitros de Artes Marciais Mistas, Mario Yamasaki será o terceiro brasileiro dentro do octógono na luta entre Anderson Silva e Vitor Belfort, a principal do UFC 126, na madrugada deste domingo, em Las Vegas. Faixa preta em judô e jiu-jitsu, o paulista de 46 anos conheceu as artes marciais quando era criança. “Cresci vendo meu pai e meu tio arbitrar lutas, eles já trabalharam em cinco olimpíadas.”

Yamasaki começou no UFC em 1998. Conheceu John McCarthy, único juiz à época do UFC, e se ofereceu para trabalhar com ele. Ajudou na organização do evento em São Paulo, ainda em 1998, e sua primeira luta foi em 1999, no UFC 20. Em mais de 10 anos de carreira, já participou de quase 100 eventos e arbitrou mais de 80 lutas. O combate entre os brasileiros será um dos maiores desafios de sua carreira. Fã dos dois, afirma que dentro do ringue não pode haver admiração pelos atletas. “Não assisto a luta, meu negocio é a regra.” Quando um brasileiro luta contra um estrangeiro, Yamasaki prefere “tratá-los como lutadores, e não como país”. Fora dos ringues do UFC, treina arbitrando outros campeonatos e divide a ocupação de juiz com a de empresário: é dono de sete academias de artes marciais nos Estados Unidos. E sabe que a vida de juiz não é fácil, pois foi lutador e também tinha suas implicâncias com os árbitros. “Na época de lutador pensava diferente, sempre achava que o juiz era favorável ao adversário.” E dá a mão à palmatópria ao reconhecer que também já discordou – quando arbitrava – de algumas decisões dos outros juízes – a regra da competção não permite que dê detalhes dos motivos pelos quais discordou. Mas fala sobre o que já fez e hoje discorda: “Acho que encerrei algumas lutas antes do necessário.”