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Marcelo Melo critica gritos políticos durante partida no Rio

'A gente não entende por que gritar 'fora, este' ou 'fora, aquele', 'fora, Dilma' ou 'fora, Temer'. Isso não vem ao caso em uma competição esportiva', disse

Por Da redação - 10 ago 2016, 07h45

O tenista Marcelo Melo, que foi eliminado nas quartas de final da chave de duplas do torneio de tênis dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro atuando ao lado de Bruno Soares nesta terça-feira, criticou os torcedores que proferiram gritos de cunho político ou relacionados a futebol durante a derrota para os romenos Horia Tecau e Florin Mergea.

“A gente só fica chateado quando mistura com outras coisas de fora do tênis. ‘Capricha’, ‘dá um ace’ e coisas desse tipo são normais. A gente fica um pouco chateado quando mistura com política ou futebol, que a gente não vê o porquê. A gente não entende por que gritar ‘fora, este’ ou ‘fora, aquele’, ‘fora, Dilma’ ou ‘fora, Temer’. Isso não vem ao caso em uma competição esportiva”, considerou Marcelo em entrevista na zona mista do Centro Olímpico de Tênis.

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Ainda sobre assuntos extra quadra, o terceiro colocado do ranking de duplas da ATP elogiou os Jogos Olímpicos que estão sendo organizados pelo país e alfinetou os que usaram o vírus da zika como argumento para não participarem. “Eu sempre acreditei que o Brasil seria capaz de organizar uma Olimpíada. Houve alguns que deram a desculpa da zika, mas nunca mais foi falado algo a respeito, e os que estão aqui estão curtindo à beça, alguns dizendo que estão vivendo os melhores momentos de suas vidas”, enalteceu.

“Às vezes a gente critica demais o nosso país, mistura muita coisa que não deveria. Um problema outro acontece, como aconteceu em Londres e em Pequim, mas aqui ganha uma dimensão maior”, completou.

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(Com agência EFE)

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