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Maracanã: governo aceitará pagamento anual ainda menor

<p>Vencedor da concessão gastará apenas 4,5 milhões de reais por ano. Ao final do acordo, terá pago 153 mi, menos que receita estimada para apenas um ano</p>

Por Da Redação Atualizado em 11 jan 2022, 21h57 - Publicado em 26 fev 2013, 10h24

Na comparação com a proposta inicial apresentada em outubro, o governo aumentou o valor dos investimentos obrigatórios que terão de ser feitos por quem quiser assumir o estádio. Esse aumento, no entanto, é aliviado pela redução do valor mínimo da outorga

No ano passado, o governo do Rio de Janeiro foi alvo de críticas pelos termos da proposta de concessão do Estádio do Maracanã à iniciativa privada. Um esboço do texto foi apresentado em outubro, quando o Rio promoveu uma audiência pública para discutir o negócio. Grupos contrários à privatização transformaram a sessão num grande tumulto, impedindo que os detalhes do plano fossem de fato debatidos. Na noite de segunda-feira, o governo enfim lançou o edital de forma oficial. Se os termos apresentados inicialmente já tinham provocado dúvidas a respeito da concessão, a proposta oficial deve despertar um incômodo ainda maior, já que os ajustes feitos no texto não melhoram as condições do negócio para o Rio. Pelo contrário: apesar de arcar com um investimento inicial maior do que o estimado inicialmente, o vencedor da disputa poderá gastar menos com a outorga anual exigida pelo governo – que, no fim das contas, não chegará nem perto de recuperar o investimento já aplicado na renovação do Maracanã.

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Se antes o governo falava numa cobrança anual de 7 milhões de reais, agora o valor mínimo cobrado da empresa vencedora do processo será de 4,5 milhões de reais. A concessão tem 35 anos de duração, com um ano de isenção de outorga. Quem vencer a disputa, portanto, poderá gastar 4,5 milhões por ano durante 34 anos, um total de 153 milhões de reais. Esse valor é quase idêntico à receita estimada do estádio em apenas um ano: 154 milhões de reais, conforme estudo feito pelo próprio governo. Com a modernização, o Maracanã tem tudo para receber não apenas partidas de futebol, mas também grandes shows e eventos, abrindo a perspectiva de uma exploração muito rentável do espaço. Na comparação com a proposta inicial apresentada em outubro, o governo aumentou o valor dos investimentos obrigatórios que terão de ser feitos por quem quiser assumir o estádio. Esse aumento, no entanto, é aliviado pela redução do valor mínimo da outorga. Ou seja: quem ganhar a concessão gastará mais nas primeiras obras, mas terá uma despesa menor nos anos seguintes.

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A estimativa inicial sobre os investimentos obrigatórios – que deverão bancar as obras necessárias para melhorar o entorno do estádio, incluindo a demolição de instalações de atletismo e natação, e a construção de novos centros de treinamento em um local próximo – era de 469 milhões de reais em outubro do ano passado. Agora, quem assumir o Maracanã terá de gastar 594 milhões de reais. O aumento é de 125 milhões de reais – mas, na prática, pode ser bem menor para a empresa vencedora. Antes, calculava-se em 238 milhões de reais o valor gasto nos pagamentos anuais ao governo. No total, o compromisso do concessionário seria de 707 milhões de reais em 35 anos. Agora, com 153 milhões em outorgas anuais e 594 milhões em investimentos obrigatórios, o acordo pode custar 747 milhões, apenas 40 milhões a mais do que se previa. O valor é pequeno se comparado ao que o governo já gastou com o estádio – em duas reformas recentes mais a atual modernização para a Copa, o investimento bate em 1,27 bilhão de reais.

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