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Maracanã: em dia de visita do COI, os operários retornam

Governador do Rio entrou nas negociações para evitar nova greve no estádio

A possibilidade de paralisação da reforma é vista como calamitosa, o que explica a intervenção do governador na tentativa de acordo entre os trabalhadores e os responsáveis pela obra

O governo do Rio de Janeiro evitou o vexame de receber a visita oficial de integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) ao Maracanã, nesta terça-feira, com as obras paralisadas. O palco da final da Copa do Mundo de 2014 – e também das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016 – teve sua reforma retomada pela manhã depois de uma rápida paralisação de operários na segunda-feira. De acordo com Nilson Duarte, presidente do sindicato a que estão ligados os funcionários, o governador Sérgio Cabral entrou nas negociações e melhorou a oferta feita aos trabalhadores – que reivindicam uma remuneração melhor para terminar a obra, que já está atrasada. “Eles voltaram a trabalhar normalmente. Acredito que a nova proposta esteja mais próxima do que querem os trabalhadores”, informou Duarte.

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Os trabalhos no Maracanã já foram interrompidos duas vezes: uma em agosto de 2011 por cinco dias, e outra em setembro do mesmo ano, por dezenove dias. O sindicato pedia reajuste salarial de 15%, mais cesta básica de 330 reais, plano de saúde também para familiares, participação nos lucros de dois salários e hora extra de 100% da remuneração. O consórcio Maracanã 2014 ofereceu aumento de 8%, cesta básica de 250 reais e bonificação de 150 reais. Sérgio Cabral teria proposto aumento de 11%, cesta básica de 330 reais e hora extra de 80% da remuneração. A próxima assembleia dos operários está prevista para a próxima segunda. A possibilidade de paralisação da reforma é vista como calamitosa, o que explica a intervenção do governador na tentativa de acordo entre os trabalhadores e os responsáveis pela obra.

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Os trabalhos já estão fora do prazo e uma possível greve poderia fazer com que o Rio descumprisse o compromisso de entregar o Maracanã à Fifa na data prevista. Horas antes da paralisação de segunda, a reforma do estádio entrou numa de suas etapas mais importantes: a instalação da polêmica lona da cobertura, que deveria ter sido concluída ainda em 2012. A decisão de demolir a antiga cobertura para substituí-la pela nova lona tencionada encareceu a reforma em mais de 200 milhões de reais – hoje, o custo total do Maracanã está em cerca de 860 milhões. A paralisação ocorre na mesma semana em que o governo estadual prometefinalmente lançar o edital para concessão do novo estádio à iniciativa privada. Nesta segunda-feira, o secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, confirmou que a concorrência sairá até sexta.

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(Com Estadão Conteúdo)