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Maracanã é o palco favorito para sediar a final da Libertadores de 2020

Estádio de duas finais de Copa do Mundo concorre com outras sete arenas pelo direito de receber a decisão do torneio sul-americano no próximo ano

O boato viralizou nas redes sociais. Milhares de perfis no Twitter cravaram o Maracanã como o palco da final da Copa Libertadores da América de 2020. A decisão oficial da Conmebol, contudo, só sai nessa quinta-feira 17. O palco de duas finais de Copa do Mundo e da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de 2016 é o favorito para receber o jogo único da decisão do ano que vem. E tudo indica que ganhará a disputa com as outras sete arenas da lista.

Se depender do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, já são favas contadas. No último dia 11, o político divulgou um vídeo em sua conta no Instagram dando a entender que a final da Libertadores do ano que vem será no estádio – e que espera ver o Flamengo na decisão. Witzel viajou para o Paraguai na noite de quarta-feira e estará no evento. A versão oficial é de que ele apresentará um vídeo sobre a candidatura no Maracanã, mas sua presença é um forte indício de que o Rio é um dos favoritos para vencer a concorrência. Um membro do governo afirmou que a equipe está animada e confiante de que vencerá a disputa.

Seis estádios em quatro cidades brasileiras estão entre os oito finalistas. O Rio de Janeiro entrou na briga com o Maracanã. São Paulo (Arena Corinthians e Morumbi) e Rio Grande do Sul (Arena do Grêmio e Beira-Rio) têm dois representantes cada. O Mineirão, em Belo Horizonte, é a outra candidatura do país. O estádio Mario Kempes, em Córdoba, na Argentina, e o Estádio Nacional do Peru, em Lima, completam a lista.

Os governadores dos quatro estados foram convidados para comparecer ao evento da Conmebol, mas apenas o do Rio de Janeiro participará da reunião. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi perguntada se o convite de levar Witzel ao Paraguai partiu dela, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem. A Conmebol foi procurada e limitou-se a dizer que a decisão será divulgada apenas nesta quinta-feira, 17. De acordo com o órgão, um conselho da entidade realizou uma análise de cada uma das oito candidaturas e “tomará uma decisão valorizando diversos aspectos técnicos, logísticos, assim como a visão, conceito e legado proposto pela cidade”.

Mineirão e estádios do Sul tinham conversas avançadas

Responsáveis pelas candidaturas de outros estádios brasileiros estranharam os rumores de que o Maracanã será o escolhido. VEJA apurou que a Conmebol tinha interesse de realizar o jogo no estádio de Belo Horizonte para poder utilizar a esplanada bem ao lado do estádio. A entidade pretendia organizar um show musical como parte da celebração pela final da Libertadores, aos moldes do que acontece em grandes decisões esportivas nos Estados Unidos.

A informação que circula nos bastidores é de que Minas Gerais já sabe que saiu da briga por causa de sua restrita malha aérea. Os cartolas da Conmebol chegaram à conclusão de que o aeroporto de Confins não tem voos para a América Latina em quantidade suficiente para atender a alta demanda de torcedores estrangeiros.

Quem acompanhou a discussão de perto disse que a opção, então, seria utilizar um dos estádios do Sul do Brasil, aproveitando a proximidade geográfica com Argentina, Paraguai e Uruguai. Em caso de escolha da Arena do Grêmio ou do Beira-Rio, a Conmebol ainda planeja realizar um grande espetáculo antes da partida. Uma fonte que participou das negociações informou que “seria uma surpresa” se o Maracanã fosse o selecionado.

Caso um estádio brasileiro vença a disputa, será o primeiro do país a receber a final da Libertadores em jogo único, mudança aprovada pela entidade a partir da edição deste ano – que será realizada no dia 23 de novembro, no Estádio Nacional do Chile, em Santiago. A partida decisiva de 2020 acontecerá no dia 21 de novembro do próximo ano.