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Maracanã: Brasil x Inglaterra não deve ter lotação máxima

O último teste ainda não tem público definido. Ingressos vão custar até R$ 300

Por Da Redação 17 Maio 2013, 09h19

“O estádio está pronto, falta aquele entornozinho que rapidamente está sendo acabado. Pode ficar tranquilo que vamos dar um belo espetáculo”, disse Ricardo Trade, do COL

No próximo dia 24, a Fifa vai receber das mãos do governo do Rio de Janeiro um Maracanã aquém de sua capacidade total de operação. Apesar dos elogios e dos discursos afinados do secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, e dos membros do Comitê Organizador Local (COL), o estádio será repassado à Fifa ainda fora do ideal, sem ter recebido os testes que tornariam possível um funcionamento perfeito. É improvável que a reabertura oficial do Maracanã, no amistoso entre Brasil e Inglaterra, no dia 2 de junho, seja realizado com todos os 79.000 assentos ocupados pelo público. Uma das evidências disso é o fato de o evento-teste que estava previsto para a última quarta-feira, com 50% da capacidade total ocupada, ter sido cancelado com o argumento de que era necessário acelerar a realização de testes dos sistemas operacionais.

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Na quinta-feira, o diretor-geral do COL, Ricardo Trade, hesitou ao responder sobre o assunto. “O amistoso será com capacidade máxima, mas… A nossa operação não é total”, disse ele, pouco antes de negar que a Fifa encontrará problemas ao assumir o estádio. “De jeito nenhum. Esquece esse negócio de que o Maracanã não está acabado. Para de polêmica. O estádio está pronto, falta aquele entornozinho que rapidamente está sendo acabado.” Ao ser questionado sobre se o público poderá comprar ingressos para todos os 79.000 lugares, Trade se limitou a responder: “Pode ficar tranquilo que vamos dar um belo espetáculo”. Vale lembrar que o planejamento inicial anunciado pelo governo carioca e prometido à Fifa era de que o Maracanã receberia dois eventos-teste antes do jogo entre brasileiros e ingleses.

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No fim do mês passado, com 30% da capacidade do estádio e apenas operários e suas famílias nas arquibancadas, um jogo festivo entre veteranos comandado por Ronaldo e Bebeto foi o primeiro teste – uma forma de fazer parecer que a promessa do governador Sérgio Cabral a Valcke de finalizar a obra naquele dia havia sido cumprida. Ficou claro na ocasião, porém, que o Maracanã não estava, de fato, pronto, já que havia inúmeras pendências – ainda que pequenas – na reforma. A precariedade do entorno do estádio também chamou atenção. A realização do segundo evento-teste, de menor expressão, seria importante para garantir que o Maracanã estaria pronto para receber público máximo. O próprio Valcke admitiu tal necessidade ao dizer, em março, que “é preciso ter eventos-teste para assegurar que 75.000 pessoas possam ir ao banheiro e comer.”

Na entrevista coletiva concedida após a última reunião antes da Copa das Confederações, na quinta, na sede do COL, Valcke tentou mostrar otimismo, observando que, apesar dos pesares, a meta final foi alcançada. “É o cenário com o qual trabalhamos desde o primeiro dia: seis sedes para as Confederações e doze para a Copa. O Brasil, com muito trabalho, muita tensão, bons e maus momentos, conseguiu cumprir o prometido”, disse o francês, ao lado de José Maria Marin, presidente do COL, e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Também na quinta, a CBF informou os preços dos ingressos para o amistoso do dia 2. Os bilhetes vão custar entre 90 reais e 300 reais. A venda das entradas começa no dia 22, quarta-feira, às 10 horas (de Brasília), pelo site futebolcard.com.

(Com Estadão Conteúdo e agência Gazeta Press)

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