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Mãos de Adriano não têm sinal de pólvora

Diretor de Polícia Técnica do Rio, no entanto, afirma que demora na coleta do material pode prejudicar o teste. Mulher que diz ter atirado também não apresenta vestígios do disparo

Por Da Redação - 3 jan 2012, 09h50

O jogador Adriano respira aliviado na manhã desta terça-feira. A Polícia Civil do Rio informou que o laudo do exame residuográfico feito nas mãos do jogador Adriano apresentou resultado negativo para resíduos de pólvora. O lado curioso do laudo é que também não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos da Adriene Cyrino, que, pela versão final apresentadas pela turma que estava no carro do jogador, teria feito o disparo acidentalmente.

O diretor do Departamento Geral de Polícia Técnico e Científica (DGPTC), Sérgio Henriques, informou em nota que “o teste de resíduos de disparos de armas de fogo nas mãos se baseia em detectar com reagente químico pequenas partículas de metais oriundos da pólvora”. Henriques destaca, no entanto, que o teste tem uma fragilidade: na coleta do material, não necessariamente os vestígios de pólvora serão encontrados nas mãos de quem efetuou o disparo. “Muitas vezes pode ser verificado nas roupas ou em outras partes do corpo”, diz a nota.

A demora na realização do teste prejudicou os resultados. De acordo com Henriques, “o lapso temporal entre o evento e a coleta e a possibilidade de lavagem das mãos também são fatores importantes para um resultado negativo”.

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