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Malcom, do Corinthians, é acusado de comprar CNH e pode ser preso

Atacante de 18 anos teria conseguido a licença para dirigir em apenas 20 dias, o que é impossível pelas regras do Detran

O atacante Malcom, titular do Corinthians nas últimas partidas do Campeonato Brasileiro, foi acusado de comprar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e pode pegar de dois a 12 anos de prisão, segundo denúncia feita nesta quinta-feira pela Rede Globo. De acordo com a reportagem, o jogador de 18 anos conseguiu retirar sua carteira de motorista em apenas 20 dias, o que é impossível de acordo com as regras do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) – o trâmite normal costuma levar cerca de três meses.

Pouco depois de completar 18 anos, em fevereiro, Malcom concedeu uma entrevista em que exibiu orgulhoso o seu primeiro carro, um Hyundai I30, alegando que tinha um protocolo do Detran que o autorizava a dirigir mesmo sem CNH. O departamento estranhou a declaração e abriu uma investigação, que comprovou uma série de irregularidades.

Segundo os registros do Detran, Malcom teria feito o exame médico, o primeiro passo para conseguir a CNH, no dia 12 de março e, já no dia seguinte, teria começado o curso teórico e a aula prática, o que não é permitido. Além disso, consta que Malcom se inscreveu em dois Centros de Formação de Condutores (CFC), um na Zona Sul de São Paulo (onde, segundo a reportagem da Globo, funciona uma loja de persianas) e outro em Hortolândia, no interior do Estado (o que também é proibido, já que o documento deve ser feito na cidade onde o condutor reside).

Segundo o diretor-presidente do Detran de São Paulo, Daniel Annemberg, Malcom já teve sua carteira de motorista suspensa e pode ser condenado à prisão. “Isso é crime, o cidadão pode ser preso por dois a 12 anos por conta de corrupção ativa e passiva”, informou Annemberg à Rede Globo. Procurado pela emissora, Malcom disse que tirou a carteira de motorista em Santo André (SP) e negou que tenha comprado a licença. O Detran investiga outros 4500 motoristas pelo mesmo motivo.

(Da redação)