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Mais experiente, Bimba sonha com medalha na vela

Por Da Redação - 17 jul 2012, 17h20

Por Tiago Rogero

Rio – Prestes a disputar sua quarta Olimpíada, o carioca Ricardo Winicki, o Bimba, pode ter em Londres a última chance de conquistar uma medalha olímpica na classe RS:X. Em 2008, na China, ele chegou perto: quinto lugar. Mas é o resultado de Atenas, em 2004, que não sai da cabeça do brasileiro. Ele chegou à última das cinco etapas de regata em primeiro lugar. Bastava ficar em 16º para pelo menos garantir o bronze, mas ficou em 17º. Terminou os Jogos em quarto lugar.

A lição que ficou: “Não entrar na água tão tranquilo, achando que já ganhei”, disse o atleta, que embarcou nesta terça-feira para Londres. “Muita gente fala que eu amarelei, mas não foi isso. Faltou adrenalina, o medo de perder”, afirmou. “Para perder aquela medalha, a combinação de pontos tinha de ser algo como uma loteria, e acabou dando. O ‘já ganhou’, no nível em que competimos, não existe”.

Aos 32 anos, o velejador não pensa em aposentadoria. Quer disputar os Jogos de 2016, no Rio, e até os de 2020, que podem ser em Madri, Tóquio ou Istambul. Mas a Federação Internacional de Vela decidiu que os Jogos de Londres vão ser os últimos da classe RS:X, ex-windsurf, no programa olímpico. A partir de 2016, eles vão ser substituídos pelo kitesurf.

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Bimba, que começou no windsurf aos 11 anos, já sabe o que vai fazer. “Depois de Londres, de agosto a novembro com certeza vou brincar de kite, é um esporte que gosto”, disse.

A decisão da Federação pode ser revista na sua conferência anual, em novembro. “A partir daí, se o windsurf [RS:X] não voltar, vou partir com tudo para cima do kite. Meu objetivo é estar nos Jogos do Rio. Vivo do esporte, é o que me move”, afirmou o velejador, campeão do mundo e medalhista de ouro por três vezes em Jogos Pan-Americanos.

Para Londres, Bimba elegeu três adversários principais. Não necessariamente em ordem de importância, um deles é o clima: frio e chuva. “Você fica mais encolhido, a chuva machuca os olhos, o frio pesa bastante”. Depois, vêm o holandês Dorian Van Rijsselberge e o inglês Nick Dempsey. “Estão um pouquinho à frente dos demais, mas não são invencíveis. Já ganhei deles várias vezes”, disse.

O velejador acredita ter a receita para conseguir o tão sonhado pódio olímpico. “Quero velejar tranquilo. Ganhei um mundial assim, me divertindo dentro d’água, contando piada entre uma regata e outra”. A primeira prova do RS:X será é no dia 31 de julho. Em 7 de agosto, será disputada a etapa final. Todas as provas serão realizadas em Weymouth, a cerca de 200 km de Londres.

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