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Maior que beisebol: NY Times destaca sucesso de audiência da Copa do Mundo nos EUA

Artigo analisou maciço acompanhamento do empate entre americanos e portugueses

O futebol ainda está longe de ser o esporte mais popular dos Estados Unidos – futebol americano, basquete, beisebol, automobilismo, hóquei no gelo, entre outros, sobram na preferência dos americanos. No entanto, o empate por 2 a 2 entre Estados Unidos e Portugal, no ultimo domingo, em Manaus, registrou um recorde de audiência e mereceu um artigo especial do jornal The New York Times. O texto assinado por Bill Carter, intitulado “Maior que beisebol. 25 milhões assistem Estados Unidos x Portugal na Copa do Mundo”, compara os números da competição sediada no Brasil com os principais campeonatos do país norte-americano.

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De acordo com o artigo, a partida entre os americanos e a seleção de Cristiano Ronaldo teve audiência total de 24,7 milhões de espectadores. Só a ESPN, um dos dois canais a cabo que transmitiu o jogo, teve 18,2 milhões de audiência e estabeleceu um novo recorde. Até então, a partida de futebol com maior audiência de todos os tempos havia sido a final da Copa do Mundo de futebol feminino, realizada nos Estados Unidos, em 1999. No entanto, esta partida foi transmitida pela ABC, um canal aberto.

Os números da Copa do Mundo do Brasil surpreendem ainda mais, quando comparados ao de esportes como basquete e beisebol. “O jogo de domingo eclipsou facilmente os números das finais da NBA (liga nacional de basquete), cuja audiência média foi de 15,5 milhões de espectadores, assim como da World Series (liga de beisebol), que teve audiência média de 14,9 milhões”, destaca Bill Carter. As finais da NHL, a liga de hóquei no gelo, tiveram apenas um terço da audiência registrada na partida de Manaus. O The New York Times ainda destaca que, assim como acontece em qualquer grande evento esportivo, os índices televisivos não refletem o número exato de pessoas que assistiram ao jogo, pois a maioria dos fãs se reúne em bares ou casas de amigos para acompanhar as partidas.

O jornal ainda destaca que a Copa no Brasil está com audiência 50% superior em relação ao Mundial de 2010, na África do Sul. A principal justificativa do autor é o fuso horário favorável, já que as transmissões têm início entre o fim de tarde e o início da noite nos Estados Unidos.