Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

Lutador do UFC admite ter matado mulheres e crianças no Iraque

Tim Kennedy serviu exército americano na Guerra do Iraque e disse que esporte o ajudou a superar traumas

Por da redação 5 set 2016, 12h17

O americano Tim Kennedy é um lutador peso-médio do UFC mais conhecido por seu passado militar. Atirador de elite, ele serviu o exército dos Estados Unidos na Guerra do Iraque e recentemente fez revelações chocantes sobre o período. Kennedy confessou ter matado mulheres e crianças, em um texto postado em seu Facebook com o objetivo de auxiliar veteranos de guerra que sofrem de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

“Sou questionado diariamente sobre como eu não sofro com estresse pós-traumático. Provavelmente eu sou a última pessoa na Terra para a qual você deve perguntar essas coisas. Já matei crianças e mulheres na guerra, já vi meus amigos e colegas serem queimados vivos.”, contou Kennedy.

No longo texto, o sargento do exército americano contou que o MMA o ajudou a evitar o TEPT.  “Minha vida adulta está preenchida por coisas que só aparecem em filmes de terror. Eu poderia ter pesadelos toda noite se eu não escolhesse fazer a diferença diariamente para mim e para os homens que morreram ao meu redor. Você precisa acordar todo dia cedo e treinar.”

Recentemente, Kennedy foi alertado pelo FBI sobre ameaças contra ele enviadas pelo Estado Islâmico. O lutador de 37 anos, no entanto, não se intimidou. “Deixe que esses covardes venham”, disse. Sua última luta aconteceu em setembro de 2014, quando foi derrotado pelo cubano Yoel Romero. O UFC estuda o retorno de Kennedy para o UFC 205, dia 12 de novembro, em Nova York, em luta casada contra o ex-campeão Rashad Evans.

Continua após a publicidade
Publicidade