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Luis Suárez, o ‘Coelho Canibal’: fome de gols e confusões

Talentoso e temperamental, astro uruguaio é um perigo - em todos os sentidos

Por Celso de Campos Jr. - 24 Maio 2013, 12h28

Os 13 de 2013

Quando o atacante uruguaio Luis Suárez colocou a mão na bola para evitar o gol que eliminaria sua equipe da Copa do Mundo de 2010, na partida das quartas-de-final contra Gana, foi tachado pelos paladinos do fair play como sujo e trapaceiro. Mas ele não podia se importar menos: nunca na história dos Mundiais um crime compensou tanto. O Uruguai avançou à semifinal, Suárez se tornou ídolo em seu país e, como se tudo isso ainda não fosse suficiente, o talentoso jogador, então no Ajax, foi contratado pelo Liverpool depois do torneio pela bagatela de 61 milhões de reais. Com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo sediadas no país da Lei de Gérson, o astro celeste tem grandes chances de se consagrar perante a opinião pública local – desde que, é claro, não apronte das suas contra os próprios anfitriões.

A marcação cerrada da imprensa inglesa aumentou a repercussão das confusões de Suárez – entradas criminosas, declarações racistas, gestos obscenos -, mas a verdade é que o craque já era sinônimo de problemas desde que desembarcou no futebol europeu, em 2006, vindo do Nacional de Montevidéu. Primeiro no Groningen e depois no Ajax, o atacante se notabilizou por seu temperamento incontrolável, que resultaram em algumas cenas tão inesquecíveis quanto lamentáveis dentro de campo. As maiores delas são as mordidas – isso mesmo, no plural. Em 2010, em um jogo contra o PSV, atacou o pescoço de Otman Bakkal; neste ano, a vítima foi Branislav Ivanovic, do Chelsea, abocanhado no braço. Como resultado desta última agressão, dez jogos de gancho – e a admiração de Mike Tyson, que se identificou com o uruguaio e passou a seguir o atacante de arcada dentária protuberante no Twitter.

Nos momentos de sanidade, contudo, o uruguaio é indubitavelmente um dos maiores atacantes do futebol atual. Lapidado no Ajax pelo técnico Marco Van Basten, emérito matador do Milan e da seleção holandesa entre as décadas de 1980 e 1990, Suárez desenvolveu um instinto assassino sem par. E, apesar de suas temporadas irrepreensíveis no Ajax e no Liverpool, o “Coelho Canibal”, como já foi apelidado, parece reservar seus melhores momentos para quando veste a legendária camisa da celeste olímpica. Em 2011, Suarez foi o maior artífice do triunfo do Uruguai na Copa América disputada no território inimigo da Argentina: com quatro gols marcados, acabou eleito o melhor jogador da competição. Finais no Maracanã? O Brasil que se cuide.

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No Campeonato Inglês

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No Copa da Liga Inglesa

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Nas Eliminatórias da Copa

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No Mundial de 2010

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Mordendo Ivanovic

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Mordendo Bakkal

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Agredindo Jara

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Impedindo o gol de Gana

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Provocando o arquirrival

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