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Luis Fabiano leva 3 amarelo por reclamação e Leão é duro na crítica

Por Da Redação 7 jun 2012, 00h37

O técnico Emerson Leão conversou, pediu, cobrou e gritou, mas não teve jeito: aos 37 minutos do segundo tempo, quando o São Paulo já perdia por 1 a 0 para o Internacional, no estádio do Beira-Rio, o atacante Luis Fabiano reclamou com veemência ao árbitro Wilton Pereira Sampaio após dominar uma bola com o braço e levou o terceiro cartão amarelo em três partidas no Brasileirão. Revoltado na saída do gramado, o camisa 9 falou pouco, mas o suficiente para expor sua revolta. E Leão não ficou atrás, citou ‘descontrole’ de seu camisa 9 e prometeu uma ‘atitude séria’.

‘Aqui no Brasil não têm explicação essas expulsões, não tem. Infelizmente é sempre a mesma coisa. Pergunta para ele (o árbitro) o que foi que aconteceu, eu não sei’, limitou-se a dizer o atacante do São Paulo, sem querer alongar o discurso de reclamação para evitar represálias. Mesmo assim, o jogador estava consciente das cobranças do comandante: ‘O que eu posso fazer?’, questionou, chateado.

A irritação de Luis Fabiano é pelo fato de que ele será ausência no próximo confronto do São Paulo no Campeonato Brasileiro. No domingo, às 18h30 (de Brasília), no estádio do Morumbi, o Tricolor tenta a reabilitação diante do Santos, e sem seu principal jogador. Além do Fabuloso, o São Paulo não terá os selecionáveis Bruno Uvini, Casemiro e Lucas na partida válida pela quarta rodada da competição nacional.

Durante a partida, Leão olhava para trás e lamentava cada entrada mais dura do atacante. Após o apito final, o treinador não se conteve e criticou duramente o camisa 9: ‘Infelizmente eu não gostaria de responder a essa pergunta (sobre os três amarelos seguidos). Eu gostaria de contar quantas vezes eu peço ao atleta que esqueça o árbitro, tenha respeito e só tome o amarelo se necessitar. Quando é por reclamação é erro nosso. É hora de tomar uma decisão. E séria’.

‘Essa atitude séria é não deixar passar, porque infelizmente foram três reclamações. Existe um descontrole e quanto menos acontecer, mais ele vai seguir bem no São Paulo. Nós fazemos o possível para melhorá-lo, mas não podemos tapar o sol com a peneira’, disse o treinador, veemente, para depois lamentar a ausência contra o Santos: ‘Gol não é detalhe, é o êxtase do futebol. Não ter um centroavante goleador e com dados positivos faz falta’.

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