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‘Loco’ Bielsa deixa a Lazio dois dias após ser contratado

Cotado para assumir a seleção argentina, experiente treinador surpreendeu os dirigentes da equipe italiana ao desfazer o acordo subitamente

Por Da Redação - 8 jul 2016, 10h45

O técnico argentino Marcelo Bielsa voltou a justificar seu apelido, “El Loco” (o louco, em espanhol) nesta sexta-feira. Apenas dois dias depois de ser anunciado como treinador da Lazio para a temporada, Bielsa pediu demissão do cargo na equipe italiana. A imprensa de seu país o aponta como um dos favoritos a assumir a seleção argentina, na vaga deixada por Tata Martino no início da semana. Bielsa, de 60 anos, já treinou a Argentina entre 1998 e 2004.

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A equipe de Roma confirmou a demissão de Bielsa em um comunicado oficial em que deixou clara a sua insatisfação. “Observamos com surpresa a demissão de Marcelo Bielsa, também de seus funcionários, em clara violação dos compromissos assumidos com os contratos assinados na semana passada e regularmente depositado com a Liga e a federação com os respectivos procedimentos necessários. A Empresa reserva ações para proteger os seus direitos”, informa o clube.

O ex-jogador Simone Inzaghi seguirá como técnico interino da Lazio até a contratação de outro profissional. Ele comanda a equipe desde abril deste ano, quando Stefano Pioli foi demitido. Jornais italianos especulam que Bielsa teria se irritado com o fato de a Lazio ter anunciado o acordo antes mesmo de o treinador desembarcar na capital italiana. O presidente do clube, Claudio Lotito, no entanto, garante que o acordo estava assinado e promete processar Bielsa.

A saída de Bielsa pode frustrar os planos de Alexandre Pato. Nos últimos dias, a imprensa italiana noticiou que o treinador argentino havia pedido a contratação do atacante, que voltou a treinar com o Corinthians nesta semana.

O experiente treinador, cujo último trabalho foi no Olympique de Marselha, no ano passado, é apontado como um dos candidatos ao cargo de técnico da seleção argentina. Diego Simeone, do Atlético de Madri, e Jorge Sampaoli, recém-contratado pelo Sevilla, também são especulados. A Associação do Futebol Argentino (AFA) afirma que primeiro busca solucionar sua grave crise, que inclui denúncias de corrupção, antes de contratar um novo técnico.

(da redação)

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