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Levir x Marcelo: um duelo particular para evitar ser ‘trivice’

Técnicos de Atlético-MG e Cruzeiro já perderam duas finais de Copa do Brasil cada um – e ambos têm passagem marcante pelos rivais na final desta quarta

Pela rivalidade histórica entre as duas grandes torcidas mineiras, a final da Copa do Brasil entre Atlético e Cruzeiro não precisaria de mais nenhum ingrediente além da simples presença das equipes em campo. No entanto, uma coincidência no banco de reservas chama atenção: tanto o atleticano Levir Culpi como o cruzeirense Marcelo Oliveira acumulam derrotas marcantes em decisões da Copa do Brasil – e um deles chegará à incômoda marca de três vice-campeonatos na competição. O primeiro jogo da decisão acontece nesta quarta-feira, às 22 horas (de Brasília), no Independência. A volta será no dia 26, no Mineirão.

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O jogador Geovani, do Cruzeiro comemora gol durante a partida contra o São Paulo válida pela final da Copa do Brasil 2000 realizada no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte O jogador Geovani, do Cruzeiro comemora gol durante a partida contra o São Paulo válida pela final da Copa do Brasil 2000 realizada no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte

O jogador Geovani, do Cruzeiro comemora gol durante a partida contra o São Paulo válida pela final da Copa do Brasil 2000 realizada no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (/)

Levir Culpi chegou à sua quarta decisão do torneio e, curiosamente, a quarta envolvendo o Cruzeiro. Ele era o treinador da equipe celeste na conquista de seu primeiro título da Copa do Brasil, em 1996, diante do Palmeiras. Dois anos depois, ele levou o troco, em nova decisão diante do clube paulista. Em 2000, Levir deixou Belo Horizonte para dirigir o São Paulo de Raí, Rogério Ceni e Marcelinho Paraíba. Mais uma vez chegou à decisão, mas sofreu uma derrota histórica. No Mineirão, o Cruzeiro lutou até o fim e chegou ao título com uma vitória por 2 a 1. Nos dois vice-campeonatos, Levir viu o título escapar em situações dramáticas, com gols aos 44 minutos do segundo tempo – do atacante palmeirense Oséas, em 1998, e do meia cruzeirense Giovanni, de falta, em 2000.

Marcelo Oliveira teve menos sorte ainda em suas decisões de Copa do Brasil: perdeu duas vezes, ambas com o Coritiba. Na última delas, em 2012, o clube paranaense foi derrotado pelo Palmeiras de Luiz Felipe Scolari, o maior vencedor da competição, com quatro títulos (um pelo Criciúma, outro pelo Grêmio e dois pelo clube paulista). No ano anterior, a derrota de Marcelo foi ainda mais dolorosa, pois foi decidida pelo critério do gol fora de casa. No jogo de ida, o Vasco venceu o Coritiba por 1 a 0 em São Januário. Na volta, o time paranaense ganhou por 3 a 2, no Couto Pereira, mas ficou a um gol da inédita conquista. Assim como Levir, Marcelo Oliveira também tem um passado marcante pelo lado do rival: foi jogador e ídolo do Atlético-MG entre 1972 e 1984, pelo qual conquistou quatro títulos mineiros, entre outras taças.