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Lei Geral da Copa: no único recuo da Fifa, triunfo simbólico

Em 2006, Alemanha reclamou do monopólio da Budweiser. Conseguiu brecha para vender uma marca local em só um estádio - e só depois de muita briga...

Por Da Redação - 24 out 2011, 08h43

Dortmund comemorou o acerto com a Fifa como uma grande vitória. Nas contas da Fifa, porém, a exceção passou despercebida

Quem lê o texto da Lei Geral da Copa acaba chegando a uma conclusão inevitável: as exigências feitas pela Fifa ao país-sede de um Mundial são, de fato, exageradas, para dizer o mínimo. Em alguns casos, chega-se ao limite do que pode ser considerado aceitável – como na criação de tribunais de exceção para julgar os processos relativos à Copa. Por causa disso, o assunto costuma despertar opiniões acaloradas, motivando até tentativas de rasgar o que foi acertado com a entidade e condicionar a realização da Copa do Mundo no Brasil a uma revisão geral dos termos do acordo. Parlamentares da base aliada do governo Dilma já defenderam publicamente essa alternativa, justificando que o país não pode se curvar à Fifa e deve “proteger sua soberania”. Esse discurso em tom de patriotada esbarra em um fato que nem todos conhecem: o superpacote de exigências da entidade não foi imposto apenas ao Brasil. Todos os países que realizam uma Copa do Mundo precisam acatar essas determinações – desde a emergente África do Sul, que recebeu o torneio em 2010, até a riquíssima Alemanha, sede do Mundial de 2006. A posição do Brasil no cenário internacional, portanto, nada tem a ver com as cobranças abusivas da Fifa. As imposições para sediar o Mundial servem para todos.

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