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Leão ri da desculpa de Cícero, não o censura e vê tudo em paz

O sorriso esboçado por Emerson Leão em sua entrevista coletiva nesta terça-feira ao falar de Cícero deixou claro que já não há problema entre os dois. Como sugeriu o treinador, o meia o procurou para explicar sua indignação por ser cortado até do banco contra o Vasco, no domingo, e deu justificativas encaradas com bom humor pelo chefe.

‘Ele disse que se expressou de uma maneira e que aumentaram as palavras dele. No fundo, é a mesma coisa’, contou, rindo, Leão, que disse ter convivido com a situação sem guardar mágoa desde o início. ‘O Cícero que teve uma conversa comigo. Ele me pediu cinco minutos e falei: ?até 50, conversar de futebol é sempre um prazer”, continuou o treinador, mantendo a alegria.

Minutos após saber do próprio Leão que não entraria em campo em São Januário, Cícero se disse injustiçado e que o técnico não o conhecia. Misturando dica e bronca, o ex-goleiro reforçou o pedido de inteligência. ‘É normal. Quando se põe fogo perto da gasolina, não tem jeito.’

Embora creia que o meia não entendeu o revezamento entre os reservas e tenha falado exatamente o que pensava naquele momento, o que considera bom por mostrar que não há acomodação, Leão quer que os problemas sejam resolvidos internamente. ‘Mas falei para ele: ?se o chamarem para dar entrevista, vá e fale o que quiser”, completou.

Do episódio, não ficou nenhuma rusga, segundo garantias do técnico. Muito menos uma punição. ‘A reação foi boa, não tem segredo. Se eu tivesse que tomar uma decisão, teria tomado. Foi muito pouco’, minimizou Leão, que pode dar nova chance a Cícero no sábado, contra o Bahia. ‘Ele treinou felicíssimo e fiquei feliz de vê-lo satisfeito. Sinal de que se autocorrigiu’, apontou.