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Leão promete ‘boa vontade’ com Oscar, mas clube espera pelo Inter

Vinculado ao São Paulo por ordem da Justiça desde quarta-feira, Oscar ouve da diretoria e até de Emerson Leão a garantia de boas-vindas na volta ao clube que o formou. O meia, contudo, insiste por meio de seus representantes que prefere não jogar a defender o Tricolor. Por isso, o que se espera no Morumbi é um contato do Inter para mantê-lo no Beira-Rio.

‘Não vejo dificuldade em sentarmos para conversar. Mas é bom frisar que, até agora, o Inter tem dito reiteradamente que não é parte no caso e ainda não nos procurou’, relatou o vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes ao ‘SporTV’.

Leão se diz pronto para comandar Oscar. ‘A partir do momento em que ele se tornar atleta do clube, vai treinar chegando aqui. Nossa obrigação é dirigir com boa vontade todos os atletas vinculados ao clube. E hoje, ao que parece, seu vínculo é com o São Paulo’, disse o treinador.

Oficialmente, o clube gaúcho ainda se recusa a negociar com os paulistas a liberação do jogador. E o meia tem se esforçado para se desvencilhar de vez do Tricolor – nessa quinta-feira, teve negada uma ação na 1Instância da Justiça do Trabalho de São Paulo para conseguir encerrar seu vínculo sob o pagamento de R$ 4,5 milhões, quantia pela qual os dirigentes são-paulinos não aceitam nem conversar.

Com postura tranquila sempre que comenta o caso, Jesus Lopes se colocou à disposição inclusive para conversar com André Ribeiro, advogado do jogador e responsável pelas manobras judiciais para afastar seu representado do Morumbi. ‘Não vejo dificuldade em sentar e conversar com ele. Pelo que sei, é da nossa coletividade, é um torcedor do nosso clube’, falou o vice-presidente.

Ribeiro, entretanto, insiste que seu cliente prefere ficar sem jogar a voltar ao São Paulo. E já até admite o pagamento de uma multa para fazer valer sua vontade de continuar no Beira-Rio. A dificuldade está no estabelecimento do valor. Os R$ 4,5 milhões, na visão do advogado, são corretos porque correspondem à metade da multa estipulada no contrato do meia com o São Paulo, e o Inter, ao assinar com ele no meio de 2010, adquiriu 50% dos seus direitos econômicos.

Já o Tricolor argumenta que o valor de mercado e o salário de Oscar aumentaram desde 2010, o que já invalida o cálculo mesmo em cima dos R$ 9,5 milhões estipulados inicialmente em negociação com clubes brasileiros. Jesus Lopes ainda lembra que o Colorado desembolsou há quase dois anos 3,5 milhões de euros por 50% dos direitos do atleta. ‘Por que, então, querem nos pagar menos do que 7 milhões de euros?’, perguntou.

O vice-presidente são-paulino é claro: o jogador não será impedido de ficar no Inter, como diz ser sua vontade, contanto que o Tricolor receba um valor justo por esta renúncia ao contrato que acaba em 5 de dezembro de 2013. ‘Não é uma escravidão ou um ato de força. Se o jogador não quiser ficar no São Paulo, e vice-versa, é só exercer uma das cláusulas do contrato, que é a rescisão. Se ele não quiser vir, não virá. É só depositar o valor.’