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Leão não exige Montillo, mas ironiza: ‘Messi também é camisa 10’

Por Da Redação - 13 jan 2012, 20h31

O São Paulo ainda não divulgou sua numeração oficial para a temporada, mas a camisa 10 certamente segue sem dono. Vago desde a saída de Rivaldo, que pouco foi titular e não renovou seu contrato em dezembro, o número é reservado por Emerson Leão a alguém com qualidade. Nem precisa ser Montillo, avisa o técnico, mas não pode ser qualquer um.

‘Pode ser o Montillo, o Messi. É tudo 10, tem um monte aí. Não há problema’, falou, sorrindo, o treinador. Sem garantias da chegada de ninguém, o ex-goleiro pode apenas torcer. ‘Não posso dizer que tenho certeza, mas tenho esperança de que a vaga [para a camisa 10] está guardada’, completou.

A busca por um camisa 10 convincente é antiga no Morumbi. O último foi comandado por Leão em 2005: Danilo, hoje no Corinthians, que trocou o Tricolor pelo futebol japonês no fim de 2006. Desde então, o número foi usado por nomes como Souza, Hernanes, Rivaldo e até o atacante Adriano. Mas nenhum deles, ou mesmo algum armador com outro uniforme, agradou.

Agora faltam opções no mercado. O São Paulo ainda busca Jadson, mas ele e seu procurador, Marcelo Robalinho, estão com mais dificuldades do que o clube esperava para convencer o Shakhtar Donetsk a aceitar a proposta tricolor. Thiago Neves, que também foi cogitado, se aproxima do Fluminense. O que restringe ainda mais as alternativas.

Por isso, Leão não reprova nem abrir mão de alguns atletas em busca de alguém para dar criatividade ao meio-campo. A última oferta confirmada pelo Cruzeiro do São Paulo por Montillo foi de 10 milhões de euros e o empréstimo por um ano de três atletas, que só não poderiam ser Rogério Ceni, Lucas e Luis Fabiano. O clube de Belo Horizonte negou.

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Em Minas Gerais, surgiu o rumor até de que o Tricolor se propôs a pagar 10 milhões de euros, ceder dois atletas em definitivo e ainda emprestar um até dezembro. O Cruzeiro nega ter recebido a oferta, assim como o São Paulo, mas a tentativa não é considerada absurda por Leão.

‘Depende de quais forem os dois jogadores, se são da posição que o time deles necessita e se é da que eu necessito. Podem ser trocados dois por ume, desde que este um seja ótimo e os dois correspondam à expectativa do técnico de lá. Não temos que levar vantagem em tudo’, avisou. ‘Já vi trocar um time todo por um. Está certo que o time era horrível e o um era bom…’, lembrou, rindo.

Enquanto o esperado reforço não vem, resta ao técnico encontrar alternativas táticas durante a pré-temporada. ‘Se eu não tiver um camisa 10 canhoto, criativo, ofensivo, não posso colocar um camisa 8 porque estarei prejudicando o atleta. Então vamos mudar o esquema’, comentou.

Lateral direita – A diretoria já disse estar ciente da urgência com a qual Leão cobra a contratação de alguém para a posição, já que Jean, provável dono da posição em 2012, foi negociado com o Fluminense. O técnico, porém, está exigente. Já descartou Cicinho, campeão da Libertadores de 2005 pelo Tricolor e sem espaço no futebol europeu, e Jonas, do Coritiba e que trabalhou com o comandante no Sport.

O paraguaio Iván Piris é o único lateral direito do elenco que está na pré-temporada no Centro de Formação de Atletas em Cotia. Nenhum outro jogador do setor nas categorias de base – inclusive o elogiado Lucas Farias, presente no time eliminado na primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior – agradou a ponto de ser chamado pela comissão técnica para treinar entre os profissionais.

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