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Leão diminui hinos ‘orquestrados e contratados’ de poucos no Canindé

Emerson Leão demorou, mas apareceu para dar entrevista coletiva no gramado do Canindé fazendo piada com as músicas executadas na festa junina da Portuguesa e com a pouca luz emitida por holofotes em cima dele. Nem parecia que teve sua demissão cobrada pela torcida do São Paulo por mais de duas horas. E é minimizando os protestos que tenta ensinar seus atletas a lidarem com a pressão.

‘O atleta profissional de futebol, não só o jogador de futebol, sabe qual é a sua profissão. Vai se abater com a pequena torcida que tivemos aqui?!’, indagou, indicando que os revoltados cumpriram ordens para exibir faixas de protestos e distribuírem xingamentos a todos os jogadores que entraram em campo durante a derrota para a Portuguesa em meio a lembranças de nomes recentemente campeões no clube.

‘Acho que os hinos, cânticos e rimas foram feitos por um compositor contratado. Foi uma coisa que já veio pronta, em um livrinho muito bem ensaiado. A equipe não pode se preocupar com isso. Vinham do primeiro ao último e retornavam, pediam todo mundo. Isso é uma coisa preparada. E sabemos que isso ocorre’, apontou.

O chefe cobra de seus comandados reação dentro de campo. ‘Eles (torcedores) podem falar tudo aquilo que pensam, e não podemos falar o que pensamos deles, não compete a nós dar resposta. Compete a nós jogarmos, trabalharmos e nos dedicarmos, nada mais do que isso’, afirmou.

Leão tenta simplificar as ações a serem tomadas por seus jogadores. Depois de encarar são-paulinos que fizeram parte de uma partida que atraiu 4.445 pagantes entre torcedores da Portuguesa, basta ser profissional na opinião do treinador para superar a eliminação na Copa do Brasil na última quarta-feira.

‘É muito simples. Tem que se desdobrar dentro do campo, ignorar e prosperar. É só assim que entendo um profissional preparado para qualquer situação. Se ele se abate com isso, não está preparado. Então temos que prepará-lo cada vez mais. É saber que são certas coisas que acontecem na profissão do futebol e lutarmos para que não aconteçam. Para isso, só tem um limite: a vitória’, ensinou.