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Leão adota discurso manso e tricolores encaram derrota como aprendizado

O diálogo do técnico Emerson Leão com os jogadores do São Paulo após a derrota diante do Corinthians foi rápido. ‘Precisamos levantar a cabeça, a vida continua’, teria dito o treinador, de acordo com o meio-campista Cícero. Em menos de dois minutos, o comandante decidiu não levantar a voz e distribuir broncas, como faria em um passado não muito distante,e foi pacífico na conversa.

‘Não teve tom. O Leão conversou dois minutos com a gente, dizendo que precisamos levantar a cabeça, porque a vida continua. Tem resultados que não adianta ficar falando. Tem que trabalhar para as coisas se reverterem. Pode ser bom para a equipe botar os pés no chão, ficar alerta’, avisou Cícero, que não substituído durante a derrota por 1 a 0 no Pacaembu, neste domingo.

De acordo com o jogador, que garantiu falar em nome de todos os companheiros, a equipe está ciente de que precisa melhorar e só tende a crescer com essa derrota. Dentro do planejamento esperado, perder o clássico Majestoso pode ser ruim para o moral, mas eficiente para o aprendizado.

‘Quando você ganha sua confiança aumenta, mas no nosso caso, como não fomos felizes, temos que trabalhar, assimilar que erramos para que não aconteça mais. Isso pode nos ensinar muitas coisas’, avaliou Cícero, já de olho no duelo da próxima quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Morumbi, diante do Paulista de Jundiaí, concorrente direto pelas primeiras posições da tabela de classificação.

‘Falta de vontade’ não é uma explicação plausível de acordo com o goleiro Dênis, que também concedeu entrevista nesta segunda-feira, no CT da Barra Funda. O jogador considerou ‘mentira’ a alegação de que o time tenha ‘pipocado’ no Majestoso: ‘Não faltou vontade, nem ontem e nem nunca. No primeiro tempo deixamos a desejar na questão do espírito. Entramos e as coisas não aconteceram como queríamos. Depois atacamos bem mais eles do que eles a nós, mas time sem vontade é mentira’.