Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Lanús vence e adia sonho do primeiro título da Ponte Preta

Argentinos derrotam equipe de Campinas por 2 a 0 e conquistam a Copa Sul-Americana. Resultado confirmou a vaga do Botafogo na Libertadores de 2014

O sonho do primeiro título da Ponte Preta foi novamente adiado. Depois de eliminar os favoritos Vélez Sarsfield e São Paulo, a equipe de Campinas sucumbiu por 2 a 0 diante do argentino Lanús na final da Copa Sul-Americana, na noite desta quarta-feira em Buenos Aires, e continua sem conquistar uma taça em seus 113 anos de história. A frustração se soma à tristeza pelo rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O resultado confirma o Botafogo na disputa da Copa Libertadores de 2014, competição que não terá clubes paulistas.

O jogo – O time de Campinas não mostrou as qualidades de outras fases, como a ofensividade na casa do rival e o espírito de guerra. Também pesaram a inexperiência em decisões e a atuação apagada de seus principais jogadores. As arrancadas de Rildo e as cobranças de falta de Fellipe Bastos assustaram, mas sem o lateral Uendel, a Ponte perdeu o seu traiçoeiro contragolpe.

Faltou também sangue frio para suportar a pressão dos incansáveis cânticos dos torcedores argentinos e do medo do erro fatal. Tudo isso pesou aos 24 minutos, quando o time paulista errou uma saída de bola com Magal. Ayala roubou, correu e completou o passe de Blanco para abrir o placar. Com a vantagem no placar, a equipe argentina teve calma para controlar o jogo, aproveitando sua melhor qualidade técnica – a Ponte foi rebaixada no Brasil e o Lanús disputa o título argentino.

Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

Siga VEJA Esporte no Twitter

Até Jorginho sentiu o golpe e foi expulso no final da etapa inicial. O Lanús fez o segundo gol na velha – e boa – jogada aérea. Os zagueiros da Ponte Preta marcaram a bola e deixaram Blanco sozinho.

O técnico Marcelo Cabo, substituto de Jorginho, escalou três atacantes no segundo tempo, mas não deu em nada. A melhor chance foi uma cabeçada de Blanco – ele de novo – que Roberto salvou. Os gritos de “olé” da ensandecida torcida argentina começaram aos 27 minutos do segundo tempo, mas não calaram os quatro mil ponte-pretanos no estádio. Mesmo espremida em um canto, e ainda sem comemorar um título, a torcida do time do interior não deixou de mostrar sua paixão pela Ponte.

(Com Estadão Conteúdo)