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Lamine Diack, ex-chefão do atletismo, é condenado a dois anos de prisão

Ex-dirigente senegalês de 87 anos foi considerado culpado de aceitar propinas para encobrir resultados dos testes antidoping

Por Da Redação - Atualizado em 16 set 2020, 16h06 - Publicado em 16 set 2020, 15h37

O senegalês Lamine Diack, ex-presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês, atualmente chamada de World Athletics) foi condenado nesta quarta-feira, 16, em Paris, na França, a passar pelo menos dois anos na prisão, por corrupção em um escândalo de doping na Rússia.

Diack, de 87 anos, foi considerado culpado de aceitar propinas de atletas suspeitos de doping, para encobrir os resultados dos testes e permitir que continuassem competindo, inclusive na Olimpíada de Londres 2012. O tribunal determinou a Diack uma sentença de prisão de quatro anos, dois dos quais foram suspensos e ainda impôs multa máxima de 500.000 euros (3,1 milhões de reais), segundo informações da agência Reuters.

O tribunal também considerou Diack culpado de aceitar dinheiro russo para ajudar a financiar a campanha de Macky Sall para as eleições presidenciais de 2012 no Senegal, em troca de atrasar os procedimentos antidoping.

Os promotores disseram que Diack solicitou propinas totalizando 3,45 milhões de euros (21 milhões de reais) de atletas suspeitos de uso de drogas. O juiz considerou que as ações “minaram os valores do atletismo e da luta contra o doping”.

Diack já foi um dos homens mais influentes no esporte, liderando a Iaaf, atualmente chamada World Athletics, de 1999 a 2015. Seu filho, Papa Massata Diack, ex-chefe de marketing da entidade, também é acusado de corrupção. A pena pedida pela promotoria é de cinco anos de prisão.

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