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LaMia, aérea que levava a Chapecoense, era a queridinha dos times

Companhia aérea que fretou o avião acidentado com a Chapecoense operava para três seleções e ao menos nove clubes sul-americanos

A LaMia, empresa que transportava a delegação da Chapecoense vitimada num acidente aéreo na região de montanhas próxima a Medellín, na Colômbia, era uma espécie de queridinha dos clubes de futebol na América do Sul. A companhia já havia sido contratada pelas seleções nacionais da Argentina, da Bolívia e da Venezuela e por uma série de times que disputam competições continentais: Olimpia, Sportivo Luqueño e Sol de América, do Paraguai; The Strongest, Oriente Petrolero, Blooming, Real Potosí e Wilstermann, da Bolívia, Altético Nacional, da Colômbia (adversário do time catarinense na final da Copa Sul-Americana).

A marca LaMia (Línea Aérea Mérida Internacional de Aviación C.A.) é originária em Mérida, na Venezuela, mas a companhia alugou seus aviões para uma empresa nova criada na Bolívia, com a mesma marca, LaMia Corporation S.R.L., sediada em Santa Cruz de La Sierra, onde funciona um dos principais aeroportos do país andino, o internacional Viru Viru.

Os voos da LaMia boliviana começaram no ano passado, tendo como base um aeroporto menor, o El Trompillo. O registro para operar voos domésticos e internacionais não regulares foi obtido em julho do ano passado das autoridades bolivianas. Desde então, o avião CP-2933, um Avro RJ85 fabricado pela British Aerospace (BAE Systems), não parou de decolar.

Com mais de dezessete anos de voo, a aeronave era personalizada para cada clube que a fretava, um atendimento especial, como se fosse particular. A LaMia fazia adesivagem externa, decorava as poltronas com escudo dos clubes e até seleções nacionais no encosto de cabeça. A tripulação fixa também costumava vestir o uniforme dos times. A VEJA, o diretor da empresa boliviana disse que a Chapecoense pagou 130.000 dólares pelos voos.

A empresa tinha mais três aeronaves desse modelo, mas apenas uma estava em operação. Antes de voar pela LaMia boliviana, o avião CP-2933 operou pela LaMia venezuelana, Mesaba Airlines, dos Estados Unidos, e CityJet, da Irlanda.

Comentários

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  1. Adilson Nagamine

    No MS é frequente a queda de pequenos aviões do narcotráfico que voam em aviões sem manutenção. Será que o avião boliviano que caiu tinha mesmo manutenção?

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