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Kanaan lembra Wheldon e se prepara para barra em Indianápolis

Por Da Redação Atualizado em 19 jul 2016, 14h06 - Publicado em 30 abr 2012, 05h01

Vítima de um acidente fatal na etapa de Las Vegas do Mundial-2011 de Fórmula Indy, o britânico Dan Wheldon não poderá defender o título das 500 Milhas de Indianápolis, próxima etapa do calendário, no dia 27 de maio. Desta forma, o brasileiro Tony Kanaan já se prepara psicologicamente para o evento.

‘De vez em quando, isso volta à tona. Ele ganhouno ano passado e nesse ano todos os ingressos têm a foto dele. Ele deveria estar lá para receber o troféu e o anel de campeão. Vamos sentir muito e estou me preparando desde já para aguentar essa barra mais do que qualquer outra coisa’, disse Kanaan, 13em São Paulo.

Bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis, Dan Wheldon conquistou a edição de 2005 do campeonato e morreu aos 33 anos em um acidente que envolveu 15 carros. Um dos líderes dos pilotos na Indy, Kanaan praticamente descarta uma nova tragédia na próxima corrida, a primeira em circuito oval desde a morte do britânico.

‘O mais importante é que vai ajudar a impedir que alguém faça loucuras na pista, não vejo problema para Indianápolis. Em função do acidente, o número de ovais foi diminuído e os carros também ficaram mais lentos de propósito’, explicou o brasileiro.

De acordo com o experiente Kanann, a tragédia que vitimou Dan Wheldon aumentou o grau de preocupação dos pilotos com segurança. ‘Todo mundo ficou muito mais unido. Antes da provas, além de desejar boa sorte, os pilotos dizem ‘be safe’ (se cuida, em inglês)’, declaro

Segundo colocado na etapa de São Paulo da Fórmula Indy, o norte-americano Ryan Hunter-Reay também sentiu o falecimento de Dan Wheldon. O piloto da Andretti ainda lamenta a tragédia, mas lembra que o automobilismo em si oferece risco de morte aos pilotos.

‘Sentimos falta de Wheldon antes de cada prova, mas o que fazemos é realmente muito perigoso, poderia acontecer alguma coisa aqui e todo mundo sabe disso. Você pode morrer todo dia e aceitamos isso. Tivemos uma mudança nos procedimentos para inibir coisas assim. Estamos tentando fazer com que não fiquemos tão perto uns dos outros’, explicou.

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