Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Kagawa, o ídolo japonês que não tem medo dos gigantes

O meia-atacante que conquistou a Alemanha e a Inglaterra tem na Copa das Confederações uma chance de mostrar suas armas no Brasil

Kagawa em ação pelas Eliminatórias da Copa: passaporte já carimbado para o Brasil em 2014 Kagawa em ação pelas Eliminatórias da Copa: passaporte já carimbado para o Brasil em 2014

Kagawa em ação pelas Eliminatórias da Copa: passaporte já carimbado para o Brasil em 2014 (/)

Os 13 de 2013

Em maio de 2013, na vitória contra o Swansea City que marcou a despedida de Alex Ferguson de Old Trafford – e que garantiu o 13º título do escocês em pouco mais de duas décadas no comando técnico do Manchester United -, o destaque da partida não foi o xerife Rio Ferdinand, o veterano Ryan Giggs ou o artilheiro Robin Van Persie. Em mais uma sintomática prova de força do antes coadjuvante futebol asiático, as honras de melhor jogador da partida couberam ao meia-atacante Shinji Kagawa. Aos 24 anos de idade, o craque nascido em Kobe é a grande esperança dos torcedores – e do técnico Alberto Zaccheroni – para liderar a seleção japonesa na renovação com vistas à Copa de 2014. Eleito melhor jogador asiático de 2012 no exterior, o meia-atacante foi peça-chave na conquista dos Samurais Azuis na Copa da Ásia de 2011 e terá, na Copa das Confederações, seu primeiro teste entre os grandes do futebol internacional com a camisa japonesa.

Leia também:

Leia também: Japão, hora de descobrir a verdadeira força dos samurais

Não que enfrentar os gigantes seja um problema para o destemido e pequeno Kagawa, de 1,72 metro e físico franzino. Depois de brilhar no Cerezo Osaka, o jovem partiu, aos 21 anos, para o competitivo futebol alemão. E não demorou a conquistar os fanáticos torcedores do Borussia Dortmund com sua técnica refinada aliada a uma incansável dedicação. Mesmo tendo sua primeira temporada reduzida por conta de uma fratura sofrida com a seleção japonesa, Kagawa, que marcou oito gols em 18 partidas, foi escolhido para a seleção ideal da Bundesliga. Em 2011-12, completamente recuperado, esteve em 31 das 34 partidas que deram ao Borussia o recorde de pontos em uma edição do campeonato alemão até então – 81 no total. Além do bicampeonato germânico, Kagawa foi crucial na conquista da Copa da Alemanha, em um inesquecível massacre contra o Bayern de Munique no Estádio Olímpico de Berlim: 5 a 2, com o gol de abertura do placar assinalado pelo japonês e sir Alex Ferguson na audiência.

Torcedor declarado do Manchester United, o astro asiático trocou a Alemanha pela Inglaterra sem pensar duas vezes. E, ainda que a concorrência por um lugar no estrelada esquadra vermelha seja acirrada – e que lesões novamente tenham atrapalhado sua sequência -, Kagawa conseguiu, no final da temporada, aparições regulares no time e se tornou o primeiro japonês a vencer o campeonato inglês. Ao lado do meio-campista Keisuke Honda, do CSKA Moscou, e do defensor Yuto Nagatomo, da Internazionale de Milão, Kagawa compõe a espinha dorsal desta que é considerada uma das melhores gerações da história do futebol da terra do sol nascente. Já garantidos no Brasil em 2014, os pupilos de Alberto Zaccheroni terão a chance de usar a Copa das Confederações como um laboratório para melhorar seu desempenho no Mundial. Presente nas últimas quatro edições da Copa do Mundo, o Japão jamais passou das oitavas-de-final – em 2010, caiu nos pênaltis diante do Paraguai. Titulares em grandes clubes europeus, Kagawa e sua turma querem fazer também a seleção japonesa se tornar uma protagonista no futebol internacional.

Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

Siga VEJA Esporte no Twitter

No Cerezo Osaka

No Borussia Dortmund

No Manchester United