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Justiça prorroga prisão dos onze suspeitos de integrar quadrilha de cambistas

Entre os presos está o advogado José Massih, braço direito do franco-argelino Lamine Fofana no Brasil, apontado como o número dois da quadrilha

A Justiça do Rio renovou a prisão temporária dos onze suspeitos de integrar uma quadrilha internacional de cambistas especializada na venda ilegal de ingressos em Copas do Mundo. Com a renovação, os acusados ficarão detidos por mais cinco dias. Entre os presos está o advogado José Massih, braço direito do franco-argelino Lamine Fofana no Brasil, apontado como o número dois da quadrilha. De acordo com o delegado Fábio Barucke, da 18ª DP (Praça da Bandeira), responsável pela investigação, Massih disse à polícia o primeiro nome do membro da Fifa que seria o líder da organização.

Massih está preso na 18ª DP, onde prestará depoimento formal. No início da noite, o pai do acusado, Nilton Massih, chegou à delegacia com roupas e um colchonete. “Meu filho conhece Fofana, mas não tem nenhuma relação com a venda de ingressos. Ele não é cambista”, afirmou ele, que também é advogado. Segundo Barucke, outras sete pessoas estão sendo investigadas – o grupo envolvia pelo menos 30 integrantes.

Dos 50.000 registros de ligações gravadas, metade ainda não foi analisada – o que pode, esperam os investigadores, resultar em novas prisões. “São 22.000 horas de gravações telefônicas. Fofana, por exemplo, fez imúmeras ligações para Zurique que precisam ser traduzidas e que certamente nos trarão mais informações”, disse o promotor Marcos Kac, da 9ª Promotoria de Investigação Penal.

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