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Justiça nega pedido da CBF para o início da Série C

Por AE

Rio – A cada dia que passa parece mais complicado o imbróglio que impede o início do Campeonato Brasileiro das Séries C e D. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nesta sexta-feira, teve pedido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STF) para cassar a liminar que favorece o Brasil, de Pelotas (RS), que exige ser incluído na Série C. O clube gaúcho segue com o direito de estar na terceira divisão nacional nesta temporada.

A ação da CBF tinha como objetivo tirar o Brasil, de Pelotas, da competição. Fazendo isso, e automaticamente recolocando o Santo André em seu lugar, poderia agilizar o início da Série C, antes marcado para o dia 27 de maio.

Toda a confusão envolvendo o Brasil, que entrou na Justiça Comum no ano passado, se dá por uma escalação irregular do lateral-direito Cláudio. Ele teria que cumprir suspensão do ano anterior, quando atuava pelo Ituiutaba – atualmente Boa, de Varginha (MG). Com a perda de seis pontos, acabou caindo para a lanterna de sua chave e rebaixado para a Série D.

No início da semana, 17 clubes da Série C se reuniram na CBF. No encontro, que acabou não definindo nada, foi colocada até a possibilidade das Séries A e B também serem suspensas. E na próxima semana a CBF deve sofrer carga também dos clubes da Série D, que querem o início da competição para evitar prejuízos técnicos e financeiros porque estão com seus times preparados para a disputa, que deveria ter começado no mês passado.

TRÊS AÇÕES – O advogado Carlos Frederico Braga Curi, credenciado pelos clubes que integram os Grupos A7 e A8, já definiu as ações que serão protocoladas na próxima segunda na CBF e no STJD, reivindicando o início imediato da Série D do Campeonato Brasileiro. De acordo com a estratégia definida pelo representante dos clubes, serão apresentadas três ações. Uma moção de repúdio à situação; um pedido ao STJD que reconsidere decisão de suspender as competições e um pedido ao procurador do STJD, Paulo Schimit, para que use o rigor da lei para punir os clubes que entraram na Justiça Comum para tentar garantir eventuais direitos. Os clubes – como Brasil-RS, Araguaína-TO e Treze-PB – poderiam ser suspensos das atividades mantidas pela CBF.