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Justiça espanhola aceita nova denúncia contra Neymar e Barça por fraude

Grupo DIS acusa jogador e clube de terem falsificado contratos para diminuir o valor que deveria ser destinado aos investidores em 2013

A Audiência Nacional da Espanha abriu um processo contra o atacante Neymar, seu pai, Neymar da Silva, o presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, e seu antecessor Sandro Rosell, após ter recebido uma denúncia da empresa DIS, que detinha 40% dos direitos econômicos do atleta. A empresa acusa o jogador e o clube de ter fraudado 40 milhões de euros (139 milhões de reais) na contratação que levou o craque do Santos à Espanha em 2013, segundo informações da rádio espanhola Cadena Ser desta quarta-feira.

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Este é o primeiro processo aberto contra o atleta e não apenas contra seu pai e a empresa da família. O DIS alega que os envolvidos falsificaram contratos com o objetivo de diminuir os valores que teriam de ser repassados na transação – a denúncia refere-se aos 40 milhões de euros pagos pelo Barcelona à empresa do pai de Neymar, sem o conhecimento do Santos e dos investidores, em novembro de 2011, como garantia de que o jogador reforçaria o clube espanhol depois que deixasse a Vila Belmiro. O DIS detinha 40% dos direitos econômicos do atacante, 55% pertenciam ao Santos e outros 5% à Teísa, outro grupo de investidores.

O Barcelona informou inicialmente ter pago 57,1 milhões de euros pelo total da transação. Depois, porém, admitiu ter desembolsado 95 milhões de euros. O caso foi determinante para a renúncia de Sandro Rosell à presidência do clube. Por causa das acusações, a promotoria do caso pediu, em 23 de março, pela condenação de Bartomeu a dois anos e três meses de prisão, assim como pediu que Rosell fosse sentenciado a sete anos e seis meses de detenção.

Para completar, a Justiça pede que o atual presidente do Barcelona e seu antecessor paguem multas de 3,8 e 25,1 milhões de euros, respectivamente, e cobra do clube o pagamento de 11,4 milhões de euros para a Receita Federal da Espanha em caráter de indenização, além de uma multa de 22,2 milhões de euros. O caso ainda será julgado. No fim do mês passado, o Santos anunciou que entrará com uma medida judicial no Tribunal Arbitral do Esporte, contra os mesmos acusados e pelo mesmo motivo que o grupo DIS.

(com Estadão Conteúdo)