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Justiça dos EUA adia data do julgamento, e Marin ganha tempo

A defesa do ex-presidente da CBF e de outros dirigentes envolvidos no escândalo da Fifa alegou que não teria tempo hábil para avaliar todos os documentos do processo

Por Da Redação 13 abr 2016, 17h26

Em audiência realizada na tarde desta quarta-feira, em Nova York, nos Estados Unidos, a Justiça americana decidiu adiar o julgamento do ex-presidente da CBF José Maria Marin e de outros cartolas envolvidos no escândalo de corrupção da Fifa. O julgamento estava marcado para 27 de fevereiro de 2017, mas os advogados de defesa convenceram o juiz Raymond Dearie de que não haveria tempo hábil para analisar os documentos do processo em toda sua extensão. Segundo a defesa de Eduardo Li, ex-presidente da federação da Costa Rica, há entre 700 e 900 milhões de páginas para verificar.

Uma nova audiência foi marcada para 3 de agosto de 2016, mas ainda não se sabe se haverá então o anúncio de uma nova data para o julgamento. Além de Marin e Li, também compareceram Juan Angel Napout, ex-presidente da Conmebol; Brayan Jimenez e Rafael Esquivel, ex-presidentes das federações da Guatemala e da Venezuela, respectivamente; Aaron Davidson, ex-presidentre da Traffic nos EUA; Héctor Trujillo e Costas Takkas, ex-secretários-gerais da federação da Guatemala e da Conmebol, respectivamente.

José Maria Marin, que comandou a CBF de 2012 a 2015, foi um dos alvos da operação do FBI na Suíça, no dia 27 de maio de 2015. Ele foi detido junto com outros dirigentes ligados à Fifa. Acusado de fraude, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Marin, de 83 anos, foi extraditado para os EUA e, desde então, aguarda o seu julgamento em prisão domiciliar em seu apartamento em Nova York.

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(Com Gazeta Press)

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