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Juiz manda 14 corintianos e 11 palmeirenses a júri por briga com mortes

Confronto entre torcidas organizadas aconteceu em março de 2012

Por Da Redação - 19 mar 2015, 12h20

A Justiça de São Paulo aceitou denúncia e tornou réus 14 torcedores do Corinthians e 11 do Palmeiras, quase três anos depois da briga entre torcidas organizadas que terminou com a morte de duas pessoas. O confronto entre integrantes da Gaviões da Fiel e da Mancha Verde aconteceu em 25 de março de 2012, na Avenida Inajar de Souza, zona norte da capital paulista. Os vândalos se atacaram com paus, pedras e barras de ferro e os palmeirenses André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira morreram.

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Os corintianos vão a júri popular por duplo homicídio qualificado, com motivo torpe (artigo 121 do Código Penal) e formação de quadrilha (artigo 288). A denúncia contra os palmeirenses é apenas por formação de quadrilha. Entre os denunciados pelo juiz Paulo de Abreu Lorenzino, da 2.ª Vara do Júri do Fórum Regional de Santana, estão Alex Sandro Gomes, nomeado em 12 de fevereiro secretário parlamentar por Andrés Sanchez, deputado federal pelo PT-SP, e Tiago Alves Lezo, irmão de André Lezo, morto no confronto.

Também vão a júri o atual presidente da Gaviões da Fiel, Wagner da Costa, o “B.O.”, os ex-presidentes Douglas Deungaro, o “Metaleiro”, e Antonio Alan Silva Souza, o “Donizete”, além de Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, o “Diguinho”, que concorrerá à presidência na eleição marcada para sábado.

O promotor do Juizado Especial Criminal (Jecrim), Paulo Castilho, que tem liderado um trabalho para que o combate à violência no futebol seja tratado como política de Estado, vê a denúncia como um primeiro passo nessa direção.

Em seu parecer, o juiz Paulo de Abreu Lorenzino conclui que “os fatos imputados a todos os denunciados são de extrema gravidade, sendo desnecessária qualquer maior fundamentação. Tratou-se de mais um dos diversos e infelizes casos envolvendo briga entre fanáticos torcedores que, ao que se verifica, se interessam mais pela violência pré ou pós-jogos do que pelo esporte”.

O juiz Lorenzino também proibiu seis membros da Gaviões e dois da Mancha de ir a estádios de futebol no Brasil em dias de jogos de seus times. O confronto na Avenida Inajar foi marcado pelas redes sociais e a investigação concluiu que os corintianos passaram a madrugada preparando uma emboscada, com o objetivo de vingar a morte, meses antes, de Douglas Karim da Silva, em outra briga de torcidas.

(Com Estadão Conteúdo)

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