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Juiz espanhol investigará compra de Neymar pelo Barcelona

Alegação é que a transferência foi mais cara que o valor anunciado pelo clube

Por Da Redação 22 jan 2014, 12h56

A justiça espanhola concordou em abrir uma ação judicial contra o presidente do Barcelona, Sandro Rosell, nesta quarta-feira, pelo seu envolvimento na compra do atacante Neymar. Depois de examinar os contratos da negociação, o juiz Pablo Ruz confirmou que há “elementos suficientes para admitir uma investigação” do dirigente. A aquisição de Neymar virou alvo da justiça espanhola, que apura se houve ocultação de valores por meio de contratos ilegais. A confusão sobre o acordo entre os clubes começou quando Jordi Cases, sócio do Barcelona, entrou com uma ação alegando que a transferência foi bem mais cara do que a anunciada oficialmente.

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O jornal espanhol El Mundo publicou na última segunda-feira que a contratação do atacante custou 95 milhões de euros (cerca de 303 milhões de reais). Sandro Rosell, no entanto, garante que a transferência foi fechada em 57 milhões de euros (182 milhões de reais). Com os desencontros de informações, Pablo Ruz requisitou em dezembro de 2013 os contratos do acordo. O presidente do clube e outros membros da diretoria alegam que os contratos envolvidos na transferência de Neymar incluíam cláusulas de confidencialidade, que não permitem revelar quem recebeu dinheiro com a transação, a não ser o ex-clube do jogador, o Santos.

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O Barcelona teria pagado comissões secretas à família de Neymar para que o jogador optasse pelo clube ao deixar o Santos. Documentos da Justiça espanhola obtidos pela reportagem do El Mundo confirmam que os promotores locais suspeitam de indícios de delitos nos contratos entre o atacante, a empresa de seu pai e Rosell. Teoricamente, 40 milhões de euros (127 milhões de reais) foram pagos à empresa do pai do atleta e outros 17 milhões de euros (54 milhões de reais) para o Santos.

Nos possíveis contratos secretos estariam 8,5 milhões de euros (27 milhões) que iriam para o pai de Neymar. O Barcelona ainda teria gasto 7,9 milhões de euros (25 milhões de reais) para reservar eventuais promessas que surgissem no Santos e mais 9 milhões de euros (quase 29 milhões de reais) para jogar um amistoso contra o clube. A essa conta ainda deveriam ser somadas comissões para a realização de projetos sociais nas favelas, num valor de 2,5 milhões de euros (8 milhões de reais). Outros 2 milhões de euros (6,4 milhões de reais) seriam usados para buscar novas revelações no Brasil, além de 4 milhões de euros (12,8 milhões de reais) para atrair investidores brasileiros. Desse valor, outros 5% de comissão ao pai de Neymar mais uma vez seriam adicionados.

(Com Estadão Conteúdo)

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