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Jovens estrelas do tênis dão mau exemplo na 1ª edição da ATP Cup

Discussões, raquetes voando – e acertando até familiares – e bronca da mãe foram algumas das cenas inusitadas que ocorreram na Austrália

Por Da Redação - Atualizado em 9 jan 2020, 16h00 - Publicado em 9 jan 2020, 15h30

A edição inaugural da ATP Cup, torneio de seleções que reúne alguns dos melhores tenistas do mundo, teve início neste mês de janeiro, em três cidades da Austrália. Rafael Nadal e Novak Djokovic têm a companhia de jovens promissores, que até o momento vem correspondendo às expectativas com grande talento, mas pouca paciência. A primeira semana registrou raquetes voando, discussões e até bronca da mãe de um dos atletas.

O torneio aproxima os jogadores dos técnicos e até de familiares, algo proibido no circuito profissional, mas a novidade não está ajudando o temperamento dos jogadores da nova geração, apesar da presença de ídolos de suas nações no posto de capitães das equipes, como Boris Becker (Alemanha) e Lleyton Hewitt (Austrália). Becker, inclusive, ficou envergonhado com a postura de Alexander Zverev, número 7 do ranking da ATP aos 22 anos, que gritou acintosamente com seu pai e técnico homônimo, que ficou com olhos marejados no banco.

Com parciais de 6/1 e 6/3, a partida foi vencida com facilidade por Stefanos Tsitsipas, número 6 do mundo aos 21 anos de idade. O grego, porém, também teve um ataque de raiva e acabou acertando seu pai, Apostolos, de raspão com uma raquetada. A fúria de Tsitsipas irritou também a sua mãe, Julia, que se levantou e deu uma bronca no filho. “Aconteceu acidentalmente, não quis machucá-lo”, justificou o grego, após a partida.

Na madrugada desta quinta-feira, 9, o russo Daniil Medvedev, número 5 aos 23 anos, vencia a sua partida contra o argentino Diego Schwartzman, mas perdeu a cabeça – e o segundo set – após discutir com o juiz Mohamed Lahyani e dar duas raquetadas em sua cadeira. O russo não foi eliminado pelo juiz e acabou vencendo o jogo com parciais de 6/4, 4/6 e 6/3.

Curiosamente, Nick Kyrgios, conhecido no circuito por ser um bad boy, tem surpreendido por seu bom comportamento. O australiano de 24 anos, que já protagonizou inúmeras cenas lamentáveis dentro de quadra, tem arrecadado e doado fundos para o combate do incêndio na Austrália. Além disso, Kyrgios tem sido um porta-voz da causa e assumiu o papel de liderança de sua nação da ATP Cup, se segurando em momentos de pressão e levando o time à semifinal do torneio, aguardando pelo vencedor do confronto entre Canadá e Sérvia, de Novak Djokovic.

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