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Jovem morre após briga entre organizadas e polícia no RS

Torcedor do Novo Hamburgo, Maicon Doglas de Lima recebeu dois tiros após confusão em São Leopoldo. Disparos podem ter partido da Brigada Militar

Por Da Redação 2 fev 2015, 11h40

Um jovem de 16 anos morreu após confronto entre a Brigada Militar e as torcidas organizadas do Novo Hamburgo e do Aimoré na noite deste domingo, em São Leopoldo. Maicon Doglas de Lima recebeu dois tiros pelas costas, foi levado ao hospital e não resistiu aos ferimentos. De acordo com o jornal Zero Hora, o delegado Rogério Baggio Berbicz, da Polícia Civil da cidade, não descarta a possibilidade de o disparo ter partido dos policias acionados para conter a confusão nos arredores do estádio. O clássico da região do Vale dos Sinos, válido pela primeira rodada do Campeonato Gaúcho, terminou empatado (2 a 2).

A confusão teve início em uma estação de metrô, por volta das 21h30, e se estendeu até o bairro Santos Dumont. De acordo com o delegado, os policias envolvidos admitiram ter efetuado disparos durante o confronto, mas afirmaram que uma troca de tiros já estava ocorrendo quando a viatura chegou ao local.

O boletim de ocorrência do caso informa que “um indivíduo não identificado realizou diversos disparos de arma de fogo contra uma guarnição do 3º BPM”. Os policiais teriam revidado, e o acusado fugiu a pé em direção a São Leopoldo juntamente com outros torcedores. “Logo após, guarnições do 25º BPM (de São Leopoldo) que estavam aproximando em apoio visualizaram novo confronto, só que entre as torcidas”, explica o documento.

Até o início da tarde desta segunda-feira, nenhum dos torcedores havia sido detido. Uma análise de balística revelará se os disparos que atingiram a vítima partiram dos policiais. Torcedor do Novo Hamburgo, Maicon Lima não tinha antecedentes criminais.

Suspeita – De acordo com informações desta segunda-feira da Rádio Gaúcha, a bala alojada no corpo do torcedor que foi apresentada às autoridades pode ter sido trocada por policiais militares. A equipe médica que atendeu Maicon Lima no hospital afirma que o projétil original tinha marcas de sangue, enquanto o apresentado pela polícia tinha traços de concreto. A suspeita vem sendo investigada pela Delegacia de Homicídios de São Lepoldo, que ainda não se pronunciou.

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