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Jogos de Tóquio: COI vai comprar vacinas da China para atletas olímpicos

Acordo de cooperação foi anunciado pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach

Por Da Redação Atualizado em 18 mar 2021, 21h45 - Publicado em 11 mar 2021, 15h23

Em meio a um clima de incertezas em relação aos Jogos de Tóquio, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, anunciou nesta quinta-feira, 11, que a China fornecerá vacinas contra a Covid-19 para as delegações da Olimpíada, marcada para 23 de julho e 8 de agosto, e Paraolimpíadas, entre 24 de agosto a 5 de setembro, e também para os Jogos de Inverno de Pequim, em 2022.

Bach informou que o governo chinês concordou em fornecer vacinas para qualquer participante que as necessite e que o COI cobrirá todos os custos. A entidade também se comprometeu que, para cada dose adicional atribuída às delegações olímpicas, comprará outras duas a serem destinadas à população deste mesmo país. A entidade não informou um calendário de vacinação, nem quantas doses serão compradas ou de qual vacina se trata.

  • “Ficamos muito gratos com a oferta chinesa, que demonstra o verdadeiro espírito olímpico de solidariedade”, afirmou Bach, durante reunião virtual com dirigentes, segundo informações da agência AP. O gesto é visto como uma forma de a China melhorar sua imagem diante da comunidade internacional. Ativistas vêm tratando a Olimpíada de Inverno de Pequim como “Jogos Genocidas”, relacionando o evento a conflitos em Hong Kong, Tibet e a repressão contra os uyghurs, uma minoria étnica muçulmana que vive nas fronteiras da China com o Afeganistão, Cazaquistão e o Quirguistão.

    Bach voltou a demonstrar otimismo na realização do evento, que foi adiado em um ano devido à pandemia. O dirigente ressaltou que “um número significativo de equipes olímpicas já estará vacinada, de acordo com suas diretrizes nacionais”. É o caso de Israel, Hungria, Índia, México e Lituânia, cujas federações ou governos assumiram o compromisso de vacinar seus atletas.

    O anúncio suaviza um clima de incertezas e negatividade em relação aos Jogos. Em pesquisas recentes, a maioria da população japonesa já se mostra a favor do cancelamento do evento. No início desta semana, a agência de notícias local Kyodo informou que o governo do Japão decidiu realizar os Jogos sem a presença de espectadores estrangeiros.

    Fontes anônimas do governo revelaram que o temor provocado por variantes mais contagiosas da Covid-19 registradas em outros países, incluindo o Brasil, levou as autoridades a vetar a presença de torcedores de fora do Japão. O país vem sofrendo para conter o aumento dos casos de Covid, que em janeiro chegou a um pico de mais de 2.500 casos registrados por dia em Tóquio.

    O governo e o comitê organizador dos Jogos devem realizar uma reunião remota com o Comitê Olímpico Internacional, possivelmente na próxima semana, para tomar uma decisão formal. Não fala-se, no entanto, em adiamento ou cancelamento:

    Caso confirmada a ausência de público, o comitê organizador terá que rever sua estratégia de crescimento, já que a presença de visitantes era parte fundamental no plano de reanimar a economia japonesa. Embora o adiamento de um ano tenha feito o custo disparar para pelo menos 1,64 trilhão de ienes (cerca de 87 bilhões de reais), o comitê organizador esperava ganhar 90 bilhões de ienes (quase 5 bilhões de reais) com a venda de ingressos.

     

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